Mostrando postagens com marcador Autores internacionais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Autores internacionais. Mostrar todas as postagens

1984 - George Orwell

Estou de volta, depois de muitos anos, com uma resenha de um livro que me deixou em estado de choque. Sério, galera, se eu continuar nessa vida de leitor, vou ter que fazer acompanhamento psiquiátrico com anti-depressivos. Mas enfim, vamos ao que interessa: a resenha. Eu já queria ler esse livro porque me indicaram em um clube de leitura e uma semana depois, meu professor de sociologia passou a obra como leitura obrigatória para prova. Quase caí da cadeira de tanta felicidade haha


SINOPSE

Mil novecentos e oitenta e quatro oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A eletrônica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo converteu-se numa vulgaridade cotidiana.

RESENHA 

Enredo

O enredo de 1984 é uma mistura incrível de ficção e crítica social escancarada. O livro se tem cenário futurista, apesar de se passar em 1984. Isso porque o livro foi escrito em 1949, então na época, o livro narrava o que aconteceria dali a 35 anos. Alguns leitores afirmam que George Orwell só errou o ano, pois estamos chegando perto da realidade do livro.

Basicamente, o livro nos conta que o mundo foi dividido em três grandes continentes: Eurásia, Lestásia e Oceania. O protagonista é um cidadão da Oceania. Em todo o continente, as pessoas eram vigiadas por uma tela fina, fixa à parede, chamada "teletela". A sociedade estava dividida entre membros do Partido Interno (classe alta), membros do Partido Externo (classe média) e os proles (classe baixa e maioria da população). Winston Smith é um membro do Partido Externo, que reside na Pista Nº 1, que um dia fora chamada de Londres. 

Os membros do Partido eram sempre os mais vigiados pelas teletelas e pelo Grande Irmão - em inglês "Big Brother" - e não podiam fazer praticamente nada. As teletelas nunca desligavam e os cidadãos tinham que fazer tudo o que era ordenado por elas. 

1984 narra uma distopia, onde a manipulação midiática é a principal arma de controle do governo sobre a população. Por todos os lados, há cartazes com a foto do Grande Irmão dizendo "O Grande Irmão zela por ti." e há departamentos governamentais especializados em alterar fatos do passado, dando a impressão de que Big Brother nunca erra. A todo momento, o Partido descobre um traidor e este simplesmente desaparece e qualquer documento escrito que provasse que este traidor havia existido é alterado ou destruído, para que a pessoa seja esquecida, como se nunca tivesse nascido. 

Há a figura inventada de Goldstein e a Fraternidade, um grupo de pessoas que eram contra o poder do Grande Irmão. Na Semana do Ódio, as pessoas paravam em frente às teletelas que transmitiam uma imagem deste revolucionário e gritavam com repúdio, como em um transe. A história do protagonista "começa" a partir deste momento.   

De modo geral, o enredo de 1984 pode ser definido como angustiante. Afinal, trata-se de uma distopia. O que torna o enredo ainda mais deprimente é saber que nós corremos o risco de não estarmos longe de uma realidade parecida com aquela. Durante toda a leitura, seus sentimentos variam entre: indignação, alívio, tristeza, nojo, espanto. É um enredo extremamente pesado, carregado de crítica social. Não é pra qualquer um. 

O final do livro foi o que me deixou mais indignado. Foi uma cena engraçada quando eu terminei. Foi agora a pouco, eu estava voltando da escola, sentado em um ônibus lotado. Quando eu li as palavras finais eu olhei para a frente provavelmente muito vermelho, fechei o livro bem lentamente, respirei fundo e guardei ele na mochila. Precisei fechar os olhos, abri-los e olhar pela janela feito um retardado, porque senão eu ia puxar alguém pelos cabelos. 

Do jeito que eu escrevi, parece que o livro é ruim, não é? Pois saiba que de forma nenhuma. Com certeza, entrou para o TOP 5 de melhores livros que eu já li. Mas estou sendo sincero nesta resenha. Eu até diria que é um livro de leitura obrigatória para a vida, mas eu novamente repito: não é pra qualquer um. 

Personagens 

Winston Smith - Protagonista da história. Trabalha com a alteração de documentos históricos, no Departamento de Registro. Ele se encontra no dilema de não concordar com o poder do Grande Irmão, mas jamais poder demonstrar isso em frente às teletelas, que estão em todos os lugares. A vida dele é bem sem-graça e monótona, como a de quase todos os cidadãos da Oceania. Pelo menos até ele encontrar Júlia.

Júlia - A mulher - de caráter duvidoso - diz ser uma inimiga do Partido, assim como Winston. Porém, uma pequena passagem no fim do livro, acabou me deixando com uma pulga atrás da orelha a respeito desta personagem. Eles mal se conhecem, mas ao ajudá-la a se levantar de uma queda, o protagonista recebe um papel com certo recado. A partir daí, os dois passam a conviver, escondidos na casa de Mr. Charrington.

Mr. Charrington - É um homem que faz parte dos proles, dono de um antiquário, onde Winston comprara um diário há sete anos. Isto era altamente proibido, já que diários são um meio de se guardar informações e provar que o Partido alterava o passado. Winston nunca foi denunciado à Polícia do Pensamento pelo dono do antiquário, portanto, ele acreditou que podia confiar no homem. Alugou um quarto pertencente a Mr. Charrington, sem teletela, onde ele podia se sentir livre e podia esconder-se com Júlia. Apesar de previsível, eu fiquei muito impressionado com o que este homem faz no final da história. 

Parsons - Vizinho de Winston. Um rapaz repugnante, gorducho e fedorento à suor o tempo inteiro. Criou duas crianças que são verdadeiras pestes. Fazem parte do grupo de Espiões, que são crianças que denunciam qualquer ideia criminosa ou pessoa suspeita à Polícia do Pensamento. Não tem papel importante na história. 

O'Brien - É um membro do Partido Interno. Durante a semana do ódio, os olhares dos dois se encontraram, fora do transe que fazia com que todos esbravejassem contra Goldstein e sua imagem na teletela. Winston acredita que aquilo poderia ser um sinal de que, assim como Júlia, O'Brien também era um inimigo do Partido, infiltrado no meio de todos os alienados. Um pouco depois do meio da história, ele decide confiar em O'Brien, que confessa ser um membro da Fraternidade, o grupo que ia contra o Grande Irmão. Este foi outro personagem que me deixou impressionado. 

Grande Irmão - Não se sabe se esse homem realmente existe ou é apenas uma grande invenção do Partido, para fazer com que o povo aceitasse todas as decisões. Eu, particularmente, creio que o Grande Irmão não exista. Você deverá tirar suas próprias conclusões ao ler. De qualquer forma, ele só aparece simbolicamente no livro. 

Escrita

Se você lê livros de literatura clássica, você consegue ler 1984 tranquilamente. É muito bem escrito, com vocabulário rico. Há ainda, a adição de novas palavras como "teletela", "crimidéia", "falascreve" e outras que fazem parte do cotidiano em 1984 e da Novilíngua, que era um idioma inventado pelo partido a fim de reduzir cada vez mais o vocabulário das pessoas, evitando o pensamento elaborado de rebelião. Não espere uma leitura simples como se vê em sagas do tipo "Harry Potter", "Percy Jackson" e "Jogos Vorazes". Esse é um daqueles livros que se lê com um dicionário ao lado, se você não for acostumado com obras de vocabulário rico. 

Recomendado para...

-Pessoas que gostam de política. É um crime você querer aprender sobre política sem ler 1984. 
-Pessoas que gostam da sociologia e qualquer estudo ligado ao homem na sociedade atual. 
-Pessoas com visão crítica. A respeito da mídia, principalmente.
-Pessoas que gostam de livros com cenário angustiante e/ou final triste/chocante. 
-Pessoas que gostam de livros inteligentes.
-Pessoas que gostam de enredos pesados. 

Nota do tio Biel 
(de 1 a 100)

É importante ressaltar que as opiniões sobre qualquer livro variam muito e minha nota não deve ser considerada na hora de você escolher se vai ou não ler o livro :D  

Nota 97


Título original: 1984
Gênero: Distopia, Ficção
Idioma original: Inglês 
Publicado em: 1949

O livro tem duas adaptações para o cinema. Uma é de 1956 e a outra de 1984. Só encontrei a de 1956 na internet, mas a de 1984 foi bem mais fiel. 




O Desaparecimento de Katharina Linden - Helen Grant

E mais uma vez eu estou aqui, hoje para falar do quase perfeito livro de suspense que li ha uns dois dias atrás. O Desaparecimento de Katharina Linden é, sem dúvida, uma obra maravilhosa. De fácil e cativante escrita, contém 56 capítulos, entretanto, todos são curtos e completam o outro. É impossível parar de ler!

SÍNTESE



A pequena Pia Kolvenbach acaba de passar por uma desastrosa perda: sua avó explodiu! Isso mesmo, e devido ao fato ela passou a ser motivo de piada de todos em Bad Münstereifel e seu único amigo é o garoto menos popular da escola, Stefan Fedido.

Quando tudo parece girar em torno da Fräulein Kolvenbach, um estranho acontecimento tira a cidadezinha de seu sossego casual. Durante o festival do Karneval uma garotinha de dez anos que está vestida de Branca de Neve desaparece, todos se põe a procurar pela menina - ou pelo seu corpo - mas ele não está em nenhum lugar! Isso chama a atenção da nossa pequena protagonista que tem ideias mirabolantes do que pode ter acontecido a Katharina Linden, ainda mais após ouvir as histórias que seu velho amigo, Herr Schiller, lhe conta.

Depois de muito tempo sem descobrir pistas, ela e Stefan decidem parar com as investigações, mas uma outra garota desaparece... Agora realmente tudo não faz mais sentido, a mãe de Pia - que é inglesa - já não quer mais que os filhos vivam naquele temor de sair na rua e não voltar mais, porém seu pai - alemão - insiste que esse mal entendido não pode continuar. Então há várias reviravoltas na história, sem que ninguém consiga sequer uma pista do que quer que tenha acontecido com as garotas. Perdoem meu erro, existe sim uma pista: o velho e mal humorado, Herr Düster.

Em algumas partes, o livro fica parado demais e sem emoção, mas as últimas 50 páginas pedem para serem lidas vorazmente, seu coração vai bater forte com cada passo de Pia e Sefan, que estão cada vez mais perto de desvendar esse mistério.

Título Original: The vanishing of Katharina Linden
Gênero: Suspense
Ano de lançamento: 2009
Idioma: Inglês

O sentido de um fim - Julian Barnes

É... mais ou menos.


SINOPSE


“O que você acaba lembrando nem sempre é a mesma coisa que viu.” A frase, dita por Tony Webster, protagonista e narrador de O sentido de um fim, resume bem a ideia central da trama criada por Julian Barnes. Ao reavaliar seu passado, o personagem descobre que há contas a acertar, sentimentos que não foram esquecidos e fatores surpreendentes que ameaçam a tranquilidade de sua vida de aposentado. Vencedor do prestigiado Man Booker Prize 2011, O sentido de um fim é a história de um homem que se esforça para passar a limpo o seu passado. Escrito com a precisão e a habilidade que são a marca de Julian Barnes, um dos mais importantes escritores da atualidade, o livro aborda, de forma brilhante, a sensação de instabilidade cronológica numa elaborada reflexão sobre o envelhecimento, a memória e o remorso. Na juventude, Tony, Alex e Colin eram os melhores amigos na escola. Com a chegada de Adrian Finn, um rapaz tímido, um pouco mais sério e extremamente inteligente, o trio inseparável se torna um quarteto, que jura manter para sempre o laço que os une. Com fome de livros e de sexo, os rapazes acreditavam que suas vidas ainda estavam por começar, sem se darem conta de que tudo já era para valer. 

RESENHA

"O sentido de um fim" é um dos livros mais inteligentes que eu já li, mas não posso dizer que eu realmente gostei dele. Há um excesso de filosofia no texto e um enredo extremamente vazio. Se me perguntarem o que eu aprendi com este livro, eu posso dizer:

1 - Aprendi a pensar nos meus atos antes de fazê-los;
2 - Aprendi que a velhice é para todos e eu devo aproveitar a juventude;
3 - Aprendi coisas que podem levar alguém ao suicídio;
4 - Aprendi a dar valor a um amor verdadeiro;
5 - Aprendi que as memórias somem depois de velho.

Enfim... muitas e muitas coisas vem com este livro e se você quiser, pode aplicá-las em sua vida. Agora se a pergunta fosse sobre o que fala o livro, eu juro que eu não saberia responder direito. O autor enrola tanto escrevendo que eu fiquei perdido na história, ela é muito vazia e rápida, sendo interrompida a todo instante para que o protagonista nos mostre seus pensamentos. 

Sei que ela fala sobre um homem que teve uma namorada e depois de velho, ele recebe uma carta da mãe desta namorada comunicando sua morte (?) e deixando para ele um diário, que estava com esta namorada dele. Ele começa a se comunicar com ela, mas Veronica é uma personagem meio louca e a história se embola toda. 

O livro também é bem pornográfico, inclusive eu não recomendo se você for muito sensível. Ele fala alguns palavrões e há muito erotismo na história. Eu sinceramente, não gosto de livros deste jeito, talvez não tenha uma mente tão desenvolvida para conseguir ler esse tipo de coisa sem ficar incomodado. 

Concluindo, não é um livro que eu recomendo para qualquer um, só se for alguém que tenha muita "experiência" com livros nesse estilo pouca história, muita filosofia...

Título original: The sense off an ending
Idioma: Inglês
Lançamento: 2012
Gênero: Ficção, romance

A Culpa é das Estrelas - John Green (síntese)

Olha eu aqui novamente! Por que? Porque eu preciso escrever sobre o livro que me deixou em uma depressão profunda de algumas horas. Sei que o Gabriel já postou uma resenha (na qual, acho que discordarei bastante dele. e.e') e também sei que eu já deveria ter lido há muito tempo, porém os deuses sabiam que eu só poderia ler agora porque estava predestinado no meu destino a forma como eu consegui esse livro! -q

Enfim, as minhas palavras seguintes não foram compradas, eu vou dizer/escrever o que realmente achei do livro, sem mais nem menos. E não pensem que só porque foi uma pessoa muito especial que me emprestou que isso implicou na leitura: Amigos, amigos. Livros à parte.




SÍNTESE

A história é narrada pela personagem principal, Hazel Grace, uma adolescente que tem que dezessete anos e uma doença que levará para o resto da vida: câncer. Hazel frequenta um Grupo de Apoio para crianças e adolescentes portadores da doença, só que ela não gosta nenhum pouquinho disso. Porém tenho certeza de que ela não saberia o quanto sua vida iria mudar em uma dessas idas ao grupo.

Um dia como qualquer outro, Hazel está ouvindo Patrick - quem comanda o grupo - contar sua longa batalha com a doença e blá blá blá, quando se pega sendo observada por um rapaz muito bonito. Mais tarde ela descobriria que esse rapaz se chama Augustus Waters e que ele era o amor da sua vida.

Mesmo sendo um romance a história é cativante e você anseia por saber  o que acontece com as personagens - eu já havia recebido milhões de spoilers e mesmo assim o livro foi uma descoberta para mim porque, além de toda a história de Hazel e Gus, existe fatos importantes como: a relação de ambos com a família, com os amigos, com a doença. Vivendo cada dia com a dúvida se chegariam até o final. Vendo os colegas do grupo sendo adicionados à lista de mortos no final da reunião... sentindo o peso que traziam para todos com a enfermidade.

Acho que não vão acreditar em mim, porém não foi o romance que me chamou mais a atenção nem que me fez chorar tanto e sim a persistência deles... sabe, uma coisa do tipo: eu sei que estou morrendo e ninguém precisa me lembrar, mesmo assim quero continuar fazendo o que eu faço, okay? Okay.

Desculpem-me pelas palavras mal colocadas, mas eu não conseguiria explicar tudo o que senti nas horas que estive diante das páginas. Não acho que só as pessoas que gostam de historinhas de amor deveriam ler e que há muito mais do que beijos e abraços adolescentes em A Culpa é das Estrelas. Todos precisam ver e sentir o livro antes de critica-lo e dizer que é modinha porque, com certeza, seria o tipo de exemplar que se tivesse na biblioteca e ninguém lesse, eu leria.

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Olha eu aqui de novo! Vou tentar escrever mais uma síntese, agora sobre Fahrenheit 451. Está sentado? Pois acho que deveria... Essa história é arrebatadora, se eu tivesse um rank de livros mais bem escritos, este estaria no topo, podem ter certeza. 



SÍNTESE

O livro se passa em uma era futurística, o mundo foi dominado pela tecnologia e 99% da população está completamente louca, sem saber como viver sem esses aparelhos. Existem bombeiros nessa era, porém bombeiros completamente diferentes dos que conhecemos hoje em dia. Esses bombeiros não são responsáveis por acabar com o fogo e sim por começar com ele. Ah, é claro que há um motivo para eles incendiarem as casas e estabelecimentos: livros. 

As pessoas são expressamente proibidas de ler e qualquer uma que faça isso acaba por ser punida de uma forma bastante brusca. A história gira em torno de Guy Montag e sua esposa. Ele trabalha no corpo de bombeiros de sua cidade e, mesmo gostando muito de livros não pode ler... enfim, essa é sua vida e ele está acostumado com isso. Só que uma nova família se muda para a casa ao lado; uma menina em especial: Clarisse. Ela vive em meio a devaneios e mostra a Montag uma nova maneira de ver o mundo. Faz ele passar por muitas experiências que são simples, mas mudam sua maneira de pensar.

A narração é rápida e maravilhosa. Não tem como eu falar muito sem spoilers, mas garanto que vale a pena algumas horas na frente dessas páginas!.

Houve uma adaptação bastante antiga para o cinema, mas não consegui achar nenhum link.

O Senhor dos Ladrões - Cornélia Funke

Hey, meus marshmallows lindos! Perdão por sumir por tanto tempo, o fato é que eu estou com problemas na internet e não consigo abrir nada além do facebook. Enfim, nesse período eu li muitos livros e vou tentar postar as resenhas aqui.

O livro que escolhi hoje foi O Senhor dos Ladrões, uma obra antiga e famosa da escritora alemã, Cornélia Funke. 




SÍNTESE

O que eu esperava dessa obra? Com toda a certeza, afirmo, muito menos do que ela me proporcionou. 'O Senhor dos Ladrões - apesar de ser uma obra infantil - transmite um amor a primeira vista de modo que se torna impossível você sequer piscar durante a leitura.

A narração é dividida em algumas partes, nas quais nos apresenta o cotidiano de personagens que - de início - não tem ligação alguma. De um lado temos o detetive Victor, que não bate muito bem da cabeça e vive sozinho... digamos que não completamente, já que não se afasta nem um minuto de suas tartarugas. No outro lado, podemos ver Próspero, Bo e a inseparável turminha que vive junto com eles - Vespa, Mosca, Riccio e, como não poderia faltar, o nosso querido e amado Scipio. Ainda há uma terceira parte, aonde a vida de Scipio é narrada.

No começo, pode parecer tedioso, mas isso é normal em qualquer livro, aos poucos você entra no ritmo e tudo se torna MÁGICO! A trama inicial gira em torno dos dois irmãos que fugiram da tia malvada após a morte da mãe. Ambos foram parar em Veneza, Itália. Só que a cruel Esther não desiste deles e contrata um detetive para encontrar seus sobrinhos. Então temos as aventuras dos irmãos e sua turminha (o que, confesso, não me deixou muito animada). Tudo muda quando descobrimos quem é na verdade o Senhor dos Ladrões e o que ele esconde, a emoção aumenta, você passa a ficar muito ansioso sem sequer saber o que está por vir.

O ápice dessa obra acontece no momento em que os ladrõezinhos recebem um serviço para fazer. O que impressiona é que a pessoa que os contratou não quer ouro, prata, pérola, dinheiro... nada de valor. Bom, nada de valor material. A curiosidade das personagens chega a se comparar com a nossa e assim segue até as últimas páginas. Muitas coisas acontecem rapidamente quando se chega perto do desfecho e quando por fim esse se apresenta, podemos saber o que aconteceu com cada um.

Não posso dizer que é o melhor livro que já li, afinal eu não consigo escolher nenhum, porém tem muitos pontos positivos. Deixou a desejar em algumas partes - que ficaram incoerentes, mas não foi nada muito grave. Indico a pessoas de todas as idades, certa de que não se arrependerão.

Teve uma adaptação para o cinema, no ano que não me recordo no momento. Desculpem por não postar o vídeo aqui.  

Título Original: Herr Der Diebe
Autor (a): Cornélia Funke
Ano de lançamento: 2000
Gênero: Aventura:

O Assassinato de Roger Ackroyd - Agatha Christie

Hey, meus marshmallows lindos!

Fiquei ausente por esses tempos devido a motivos pessoais, mas aqui estou de volta com mais uma síntese de minha autora favorita, Agatha Christie. Desta vez, é sobre um dos livros mais famosos dela, O Assassinato de Roger Ackroyd e, não posso dizer que é o meu preferido (porque não existe preferido quando se trata da Agatha <3) mas é incrivelmente perfeito.



Síntese

A história se passa em uma cidadezinha tranquila, aonde o melhor meio de comunicação são as más línguas, trabalho na qual Caroline é profissional. Seu irmão, o Dr. Sheepard, apesar de nunca admitir isso, sabe que a irmão tem um certo faro para descobrir coisas. Tudo na vida deles muda quando ganham um novo vizinho, o Sr. Poirrot - que na verdade é Poirot, mas um mal-entendido faz com que pronunciem o seu nome de forma errada - um cultivador de abóboras. 
As coisas ficam ainda mais estranhas quando um amigo de Sheepard, o Sr. Ackroyd, começa a passar por mal bocados após a morte da viúva Mrs. Ferrars, que mantinha um estranho relacionamento com Roger. Sheepard acha estranho quando é chamado para uma conversa em particular pelo grande amigo que enfim lhe revela o que aconteceu. 

Sheepard volta para casa, procurando uma forma de ajudar Roger, mas assim que chega em seu lar, recebe um telefonema com uma triste notícia: Roger Ackroyd foi assassinato.

É então que Poirot entra em ação, investigando todas as pessoas que moravam na mesma casa que a vítima e muitas outras também, para no fim nos dar uma esplêndida solução para o crime. 

Ninguém conseguirá pensar da mesma maneira que nosso querido Hercule!.

Título Original: The Murder Of Roger Ackroyd
Lançamento: 1926
Gênero: Romace Policial
Idioma: Inglês.

Provavelmente houveram algumas adaptações para o livro, já que é de tão passada data. Mas não consegui achar nenhum link para vocês.

A história do mundo em 50 frases - Helge Hesse

Quem disse que as máquinas do tempo não foram inventadas?


SINOPSE

Há algumas frases conhecidíssimas que dizemos e mal podemos imaginar a origem e a importância delas na história do mundo. "Só sei que nada sei", "Carpe diem", "Os fins justificam os meios", "Penso, logo existo", "Tempo é dinheiro", "Tenho um sonho" e muitas outras foram ditas em momentos muito importantes por pessoas que mudaram a história de seus países.
Todos nós ouvimos, usamos e lemos algumas destas frases mas não sabemos o seu contexto histórico. De forma bem humorada e sucinta este livro nos leva para um passeio na história: desde a Antiguidade, passando pelo Império Romano e pelo Renascimento até a Guerra Fria, a partir de cinqüenta frases célebres distribuídas ao longo de dois mil e seiscentos anos.
Assim, o escritor Helge Hesse ilumina o Império Romano com os dados que César lançou ou a Guerra Fria com o discurso berlinense de Kennedy, por exemplo. Cada um destes aforismos representa uma época da história universal que o leitor pode visitar em cinqüenta instrutivos capítulos.


RESENHA

Olha, eu não via a a hora de poder resenhar este livro aqui porque ele é simplesmente incrível! Assim como o livro da minha resenha anterior, este não é um romance - apenas ressaltando o significado, não possui uma história com começo, meio e fim - mas vale a pena ler.

Eu não acreditava que era possível nós viajarmos no tempo até eu estar lendo um gibi e me lembrar de uma frase famosa, dita por Maria Antonieta: "Se o povo não tem pão, que comam brioches". A frase ingênua da rainha francesa que culminou no início da maior revolução da história mundial. Fui pesquisar sobre ela e sem querer, acabei caindo no site da Folha de São Paulo, onde eles faziam propaganda deste livro. Era páscoa, o mesmo dia em que ganhei o meu livro "A captura", quando eu pedi para que uma de minhas tias me presenteasse com o livro, pois fiquei interessado.

Depois de várias semanas, finalmente o livro estava em minhas mãos e eu comecei a ler. O design dele não é muito diferente de um livro comum, mas o conteúdo valeu a pena. A primeira coisa que acontece é que o autor irá te transportar para os tempos antes de Cristo, quando os grandes filósofos causavam polêmica no mundo antigo. 

Logo na primeira página, ele contará sobre a frase "Conhece-te a ti mesmo" de Tales de Mileto. Helge Hesse nos falará o que estava acontecendo no tempo desta frase, onde ela foi dita, quem disse e o porquê do autor ter dito. De um modo impressionante, você se sente como um cidadão daquele tempo e pode refletir sobre a frase de acordo com o contexto histórico, tudo isso em apenas três páginas (em média). Logo ele passa para a frase "Tudo flui" e assim vai, avançando no tempo e levando o leitor consigo.

Claro que não dá pra fazer uma mega-explicação sobre tudo, como na Segunda Guerra Mundial e o conceito de Laissez faire ... acaba ficando um pouco vago, mas o suficiente para que o leitor entenda e absorva muito conhecimento sobre o assunto. O livro te prende na leitura e todas as vezes que você o fecha, a sensação é de ter voltado de uma longa viagem. Ao chegar na última frase, você finalmente volta para o tempo presente e fica encantado com a jornada que acabou de fazer sem sair do lugar.

Se eu pudesse, eu daria um abraço em Helge Hesse, para parabenizá-lo por uma das obras mais incríveis que eu já li. Se você gosta de história, filosofia ou sociologia, é quase um crime você deixar de ter este livro na sua estante ♥ Se você não gosta, é uma oportunidade para tentar se dar bem com essas disciplinas, vale a pena tentar :)

Recomendo muitíssimo para qualquer pessoa, de qualquer idade, de qualquer país.

Título original: Hier Stehe Ich, Ich Kann Anders
Lançamento: 2006
Gênero: Documentário
Idioma: Alemão

Cartas Para Julieta - Lise e Ceil Friedman

Olá, leitores lindos do meu Alt + 3 ♥
Estou de volta õ/
Eu passei numa ETEC pertencente à Unicamp e entrei numa escola nova aqui da minha cidade, então eu estava muito ocupado gerenciando o tempo que eu teria pra me dedicar a tudo e agora eu já terminei esta tarefa. Acredito que tanto eu quanto a Lilah voltaremos a postar normalmente.

Pra marcar minha presença neste blog de novo aí vai a resenha de um livro bem legal e diferente do que eu esperava!



SINOPSE

A lenda do casal apaixonado de Shakespeare atrai visitantes a Verona, na Itália, todos os anos. Todos os dias, cartas, que costumam ter como endereço simplesmente 'Julieta, Verona', chegam à cidade. Chegam aos montes, em quase todas as línguas possíveis e imagináveis, escritas por românticos que buscam os conselhos de Julieta. E, surpreendentemente, nenhuma fica sem resposta. 'Cartas para Julieta' conta a história dessas cartas e dos voluntários que vêm escrevendo respostas para elas durante mais de sete décadas. O livro reconstitui a história por trás da peça de Shakespeare e leva o leitor até os monumentos que alimentaram a lenda de Julieta e seu Romeu.

RESENHA

Você - provavelmente - ao ver que o título do livro era "Cartas para Julieta" , pensou "Nossa eu já vi/ouvi falar do filme! Não sabia que era um livro." E você está certo, não é um livro. A história do filme foi criada pela pessoa que escreveu o enredo e o livro foi lançado só depois do filme. 

Acho que todos aqui concordam que "Cartas para Julieta" é um filme muito lindo, mesmo para aqueles que não gostam muito de romance água-com-açúcar. Tem até uma piadinha na minha família porque meu pai que sempre gostou de filmes de ação e luta, assistiu o filme do começo ao fim. Porém realmente é muito bom e eu recomendo, mas... a resenha é sobre o livro.

Você deve estar se perguntando: Se a história do livro não é a mesma do filme, do que se trata o livro?
Eu explico. É um documentário falando, obviamente; sobre as cartas enviadas para Julieta e como tudo isso começou. Mas também nos conta sobre a maravilhosa história escrita por Shakespeare, como ela repercutiu pela cidade de Verona, sobre como as pessoas de lá acreditavam nesta lenda como algo verídico e sobre personalidades e locais da cidade dedicados ao casal mais famoso da literatura e do teatro.

Parece chato, mas não é. O livro é curto, você consegue ler ele inteiro em duas ou três horas, mas vale a pena comprar ou emprestar de alguém. O design dele é o mais bonito que eu já vi, logo ao abrir o livro, você dá de cara com uma linda imagem, além de um texto escrito com uma fonte muito chamativa e bonita.


Até os travessões e hífens do livros são originais, de um modo que eu demorei um bom tempo para perceber o que eram aqueles sinais. Não é um romance, ou seja, não conta uma história, é apenas um documentário escrito. As palavras do livro não são difíceis, de modo que você pode viajar no espaço e no tempo junto com o narrador do livro para a maravilhosa cidade de Verona e conhecer as maravilhas de lá sem precisar sair de casa. 

Eu jamais me arrependeria de comprar este livro. Confesso que fiquei decepcionado, pois esperava um livro que contasse uma história parecida com a do filme, mas agora que eu terminei a leitura, acho que valeu mais a pena do que se fosse um romance. A única coisa que eu peço para o leitor antes de pegar "Cartas para Julieta", é ler a história escrita por Shakespeare, pois assim o livro se tornará mais interessante.

Ao fim de cada capítulo, as autoras do livro colocam alguns trechos ou cartas inteiras que foram enviadas para Julieta, contando histórias de amor e problemas pessoais. Algumas são meio "toscas", já outras são bem fortes ou parecidas com a história de Romeu e Julieta. 

Enfim, eu recomendo a leitura. É um livro que despertará sua curiosidade para visitar a cidade algum dia, para saber mais sobre Shakespeare e acreditar no poder do amor verdadeiro. ♥

Título original: Letters to Juliet
Lançamento: 2010
Idioma: Inglês
Gênero: Documentário

Pra quem nunca viu o filme inspirado nas cartas enviadas para a protagonista de Shakespeare, aqui vai o trailer:

  






Cidades de Papel - John Green

Hey!

Mais uma síntese para vocês de um dos livros que eu li durante as férias! ;)

Sinceramente, eu dei graças á Deus por ter sido essa a primeira impressão que eu tive do John Green. Cidades de Papel é um livro que minha amiga praticamente me obrigou a ler, mas eu sou grata eternamente por isso. 



SÍNTESE

Q está quase se formando no último ano do ensino médio, e ainda guarda uma paixão de infância - sua vizinha e ex-melhor amiga, Margo Roth Spiegelman. Até que eu uma noite que poderia ser como qualquer outra, Margo aparece na janela do seu quarto com o rosto completamente preto e vestida a lá ninja. Quantin não tem a miníma ideia do que está acontecendo até ela lhe convidar para a primeira das duas maiores aventuras que ele terá em toda a vida. O hilário é que fazia bastante tempo que eles não eram mais amigos, cada um seguir a sua vida. Mas o destino não queria que fosse assim para sempre - talvez.

Não posso contar muitos detalhes para não estragar o livro, mas posso dizer que Margo fez exatamente o que eu faria, e acho que foi isso que me deu ânsia de terminar a leitura rapidamente, já que me identifiquei bastante com a personagem.

Depois de uma noite inteira de vinganças a base de vaselina, peixe, Veet e etc, eles retornam e a única coisa na qual Q conseguia pensar é na sua reação ao ver Margo no dia seguinte. Mas ela não estava lá. E nem no outro dia. Todavia, isso não ter motivo para preocupação já que ela era maior de idade e sempre costumava fugir depois de aprontar. Só que nosso querido Q não está satisfeito com essa explicação, e com a ajuda de seus dois melhores amigos, Radar e Ben, começa a investigar o Caso Margo. Aos poucos, os três descobrem pistas que ela deixo especialmente para Quentin e assim seguem todos os detalhes para poder encontrá-la, e é então que surge a segunda maior aventura do nosso protagonista.

Particularmente, eu leria muitas outras vezes. Além disso, o livro trás trechos nostálgicos que fazem milhares de borboletas se revirarem em nosso estômago. A narrativa é rápida e nada cansativa, até porque foge bastante do estilo romance-meloso ( -qq) que se espera. Eu indico para todo mundo que conheço, e por isso decidi postar aqui! <3

O final é surpreendente, por isso não aconselho você a pesquisar se quiser realmente ler, vai perder a graça e - pode ter certeza - você vai se martirizar por muito tempo se fizer isso.

Não tenho certeza quanto a adaptações, mas espero que não demore a sair.

Título Original: Paper Towns
Lançamento: 2008
Idioma: Inglês
Gênero: Literatura 

A lenda dos guardiões (Série) - Kathryn Lasky

Uma série no mínimo interessante.


SINOPSE (Livro 1)

(...) Soren tentou desesperadamente bater as pequenas asas curtas. Inútil! "Estou morto. Uma corujinha morta. Três semanas fora da casca e a minha vida termina!", ele pensou. Soren, uma coruja jovem e inteligente, vive na pacífica Floresta de Tyto. Ele nem desconfia que uma grande e inimaginável ameaça vai transformar sua vida para sempre. Depois de cair do ninho onde mora, Soren é sequestrado e levado à sinistra Academia S. Aegolius para Corujas Órfãs. Lá, ele e outros filhotes são forçados a trabalhar e ficam expostos à Lua cheia, que os hipnotiza e transforma em seres vazios, sem lembranças de quem eram. Qualquer reação ou pergunta pode resultar em terríveis castigos ou até ser fatal! Enquanto luta para não perder a identidade, Soren faz uma amiga, Gylfie. Os dois logo descobrem que a única maneira de fugir dali é aprender a voar - voar até Ga Hoole, um reino de bravos guerreiros, os únicos que podem proteger as corujas de tamanho perigo. Será que eles vão descobrir a razão dos sequestros? Ga Hoole existe ou é só uma lenda? Junte-se a Soren e Gylfie e conheça um universo repleto de fantasia, surpresas e ação. A série A Lenda dos Guardiões ficou por diversas semanas na lista dos livros mais vendidos do New York Times e deu origem a um filme. A Captura é o início de uma história envolvente, diferente de tudo o que você já viu.

RESENHA

Bom, antes de resenhar, eu gostaria de contar como o primeiro livro da série veio parar nas minhas mãos. Na Páscoa do ano passado, eu ia para a casa da minha avó, para fazermos as comemorações e minha tia veio buscar minha família pra irmos até lá. Eu não estava esperando nada além do ovo de chocolate costumeiro, mas além do ovo, ela também me deu um livro. 

Eu me lembrei do filme "A lenda dos guardiões", que eu não assisti até hoje, mas já tinha ouvido falar. E uma história sobre corujas falantes não me interessou muito de início, além do mais, eu imaginava que era um livro para criancinhas, já que o filme era uma animação em 3D. Mas mesmo assim, eu comecei a ler e a história era bem diferente do que eu imaginava.

Para quem gosta de corujas (é a maior modinha nas redes sociais), os livros são maravilhosos. Se passa numa espécie de universo paralelo onde só existem corujas e alguns outros animais. A história não é pesada, é muito fácil de ler. A leitura é bastante envolvente e você ganha algum conhecimento inútil sobre como é a vida de uma coruja de verdade. Eu confesso que tenho medo de corujas, então esta série não foi uma coisa tão maravilhosa assim, mas...

Enfim, eu não saberia indicar uma faixa etária adequada para os livros. Parece muito forte para crianças de até 11 anos, mas muito bobo para pessoas acima de 12, mas eu indicaria para crianças entre 11 e 13 anos. A série é enorme (15 livros), mas eles são pequenos, então não é muito difícil de acabar, até porque você fica na curiosidade para saber o fim. 

Se você não entendeu o que eu quis dizer com o negócio da faixa etária, observe estes trechos:

"Mas a sra. P guardou o pior insulto para o final:

-Fazedores de cocô molhado!" 

Idiota, não?

"Soren mirou os olhos, mas um deles já estava inutilizado, pois a brasa o tinha atingido e a órbita ainda quente, soltava pequenas centelhas. Digger enterrou as garras nas costas do lince, que se retorcia no chão, Gylfie prendeu uma das garras na maior narina que Soren já tinha visto. Crepúsculo deu um corte rápido na garganta do animal e o sangue espirrou. O felino não estava mais uivando."

Agressivo, não? E as duas partes são do mesmo livro. Foram transcritas do livro 2 (A Jornada), mas é este o mesmo padrão do livro A captura, algumas cenas são bem mais fortes do que esta. Cenas de morte e crueldade, mesmo sendo sobre corujas, ainda são pesadas.

O "design" das páginas e dos capítulos também é bem legal, foi o único livro que eu achei até as páginas lindas. Foi muito bem-feito. E eu recomendo o livro, principalmente se você for do tipo de leitor que ainda está começando a entrar no maravilhoso mundo da literatura, pois é uma leitura que não cansa e te envolve. 

Bom, esta resenha não ficou muito boa, porque eu não sei bem o que falar desta série, mas resumindo: eu gostei. Se você por ventura encontrar em uma livraria e comprar, não terá jogado seu dinheiro fora. 

Titulo original: Guardians of Ga'Hoole
Lançamento: 2010
Idioma: Inglês
Gênero: Fantasia

Eis o trailer da animação feita, eu só assisti uma parte e eu sei que eles cortaram as cenas mais fortes. Mas não posso dizer se foi fiel ao livro. 


A Esperança - Suzanne Collins

Bom, pessoal. Eu não sei o que está acontecendo com a Lilah. Não consigo falar com ela de jeito nenhum e essa vaca só visualiza e não responde minhas mensagens. Mas devem ser ainda problemas na internet e tenho certeza que logo ela voltará com mais uma síntese pra vocês e nosso blog voltará a postar normalmente ♥

Enquanto esperamos que ela saia das profundezas do Tártaro, fiquem com a resenha que conclui a trilogia "Jogos Vorazes" e no fim, uma breve recomendação da saga.

Espero que gostem, leiam, curtam, compartilhem, tweetem, comentem, façam camisetas, tatoo no corpo, etc õ/ -q


SINOPSE

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

RESENHA

Posso dizer que Jogos Vorazes superou minha expectativas, Em Chamas foi melhor ainda, mas quando chega em "A Esperança", a ordem não foi seguida. Todos os livros são divididos em três partes, neste, as duas primeiras partes são muito chatas, só fica interessante quando chega a última parte, em que a guerra terá fim.

A todo momento, a história é interrompida com questões pessoais de Katniss e o romance sem sal dela com Peeta e Gale. Dando um exemplo:

"Eu estava com dor.
Mas será realmente dor física? Será que eu não estou aumentando as coisas? Será que eu já não sofri o suficiente? Será que o estado de Peeta estava me afetando a ponto de eu imaginar coisas?
Segui caminho e respirei fundo
Mas será que foi realmente apenas um suspiro? Será que não foi a decepção por conta de Gale? Será que eu poderia estar ficando doente? Eu acho que eu estou louca."

Eu confesso que eu pulei todos os parágrafos em que a Katniss fica se remoendo por causa dos dois. Era esse o meu problema que me fez não conseguir resenhar o livro a tempo de conseguir concluir a trilogia aqui. Eu não estava conseguindo colocar a leitura em dia porque o livro era chato demais e só ontem eu consegui acabar.

Mas enfim, eu acredito que o final do livro compensa todas estas falhas, apesar de ser desinteressante, o fim é simplesmente impressionante. Algumas coisas são como você espera, outras te pegam de surpresa. O livro é lotado de mortes, como numa verdadeira guerra. Mas eu acredito que posso dizer que o final é feliz. 

Agora falando dos três livros juntos, eu recomendo a leitura. Jogos Vorazes é impressionante, a história é muito inteligente, Suzzanne Collins me inspira. Talvez a ideia dela fosse criar uma ideia de revolução nos jovens, mas infelizmente, alguns não sabem ler as coisas direito e preferem brigar por "Team Gale" e "Team Peeta" do que parar pra pensar no que acabou de ler. 

A trilogia foi algo que realmente mais do que superou minhas expectativas, eu não gostei logo de cara, mas acabei me apaixonando logo no primeiro livro. Eu recomendo muito que todos aqui leiam, sejam adultos ou adolescentes. E leiam de forma inteligente, não de forma a ver qual casal é melhor e ficar fazendo shipps porque a história não é feita pra isso, se querem um romance água-com-açúcar, existem sei lá quantos livros do Nicholas Sparks pra isso. 

Bem, é isso... acabou "Jogos Vorazes". 
Até a próxima resenha \õ/ 

Título original: Mockingjay
Idioma: Inglês
Gêneros: Ficção, Suspense
Lançamento: 2010

Duas adaptações serão feitas para o cinema, dividindo o livro em duas partes. A primeira está prevista para esse ano. Não há spots, pôsteres, trailer ou nada oficial. 


A Menina que roubava livros - Markus Zusak - Resenha

Olá, leitores do blog!
Eu pretendia resenhar os três livros de Jogos Vorazes seguidos, mas estou com uns problemas na leitura de "A Esperança" e a Lilah está com problemas na internet, então para não deixar vocês sem nenhum post no blog, aqui vai uma resenha nova.
Espero que gostem ♥



Não vou colocar sinopse, pois a Lilah já fez a síntese ;)


RESENHA

Eu devo começar esta resenha dizendo que este não é um livro pra qualquer um ler. É um dos campeões de abandono. Eu posso dizer que faço parte das pessoas que conseguiram ler inteiro, mas também sou parte do time dos que abandonaram.

Sempre ouvi as pessoas falarem desse livro, principalmente em postagens na internet, além de me indicarem várias vezes... então eu decidi pegá-lo na biblioteca da minha cidade. Comecei a lê-lo e posso dizer que a primeira sensação que você sente é um choque, ao ver a narradora. Você espera que seja a protagonista ou algum narrador-observador, mas não é ninguém menos do que a própria morte.

Não posso deixar de mencionar a estrutura deste livro, ele é escrito com parágrafos pequenos e diretos e cheio de pequenas notas da narradora no livro, fazendo observações, traduções ou apenas explicando algo que você acabou de ler. Definindo em uma palavra: original ou diferente.

Confesso que fiquei com um pouco de medo, pois pensava que poderia ser algo de terror e se eu ler coisas desse gênero, eu não consigo dormir à noite, mas prossegui na leitura. O livro já começa no meio da tragédia, quando o irmão da protagonista tem um acesso de tosse e morre logo no primeiro capítulo. Conforme a leitura vai avançando, ela não se torna envolvente e nem te prende, pelo contrário, ela espanta você do livro, mas você se mantêm forte para continuar. A sensação é inexplicável, mas não é ruim.

Aconteceu que o prazo para entrega expirou e eu acabei devolvendo o livro antes de ter chegado na metade e cinco meses depois, eu comprei o livro na internet para prosseguir a leitura.

É o tipo de livro que você larga e depois volta a ler, porque não quer desistir da leitura. Não diria que é cansativa, eu diria que ela apenas não é envolvente, ela não te convida a passar várias horas lendo. O leitor lê por cerca de cinco minutos e depois de um tempo, por mais cinco minutos e assim vai. Esta situação muda quando a história chega na antepenúltima parte, ou seja, se fosse uma novela, seria naquela parte em que o locutor diz "Não perca os últimos capítulos" no comercial. 

A partir daí, você não consegue mais parar de ler, você se empolga. Eu fiquei das duas da tarde até seis horas sem parar, depois eu estava tonto e mal conseguia levantar da cama, por conta de ter chorado muito e por causa do choque que o livro traz. E eu vou dizer uma coisa... eu nunca chorei com filmes e nem livros, mas "A menina que roubava livros" dá um nó na garganta impossível de controlar. Até o cara mais durão é capaz de pedir colo pra própria mãe depois de ler. 

Falando desse jeito, parece que eu odiei o livro, mas não é bem assim. Ao contrário do que se pensa, eu amei este livro e posso listá-lo entre os melhores que já li, se não for o melhor. É um livro que mostra como era a Alemanha nazista (um assunto interessante) com um final simplesmente surpreendente; você não pode imaginar o que vai acontecer. A história é maravilhosa, apesar de muito triste. A todo momento, o autor faz você parar para pensar e refletir e a leitura mostra a morte de um jeito que você nunca viu. 

Lembre-se que quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.
Mas só se tiver peito o suficiente para isso.
Seja forte.

Ficha do livro e trailer do filme na síntese feita pela Lilah.





Em chamas - Suzanne Collins

Fui realmente surpreendido por esse livro.


SINOPSE

Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

RESENHA

Devo dizer que este livro é bem melhor do que Jogos Vorazes. Ele me prendeu de tal forma que eu passei sete horas seguidas o lendo em um dia e mais seis horas no outro. Cada capítulo traz uma emoção diferente, algo que mexe dentro do seu peito, algo que te faz pensar em revolução. 

Eu não posso falar muito do modo que o livro foi escrito, pois eu fiz uma leitura em PDF, então como a maioria dos grupos que traduzem livros não sabem escrever, havia alguns erros bem bizarros como "cançasso", "concerteza" , etc. 

Mas quanto ao enredo, você provavelmente já ouviu falar que a primeira parte do livro é chata e a segunda parte é muito melhor. Eu discordo desta afirmação, pois a primeira parte realmente é mais parada, porém, é essencial ao livro e mostra como Katniss se sentia com toda aquela opressão da Capital. Ela também mostra o Presidente Snow e como ele fará de tudo para que Katniss esteja morta. Então, não digo que é chata, mas sim, no mínimo interessante.

Já na segunda parte, a emoção começa, tudo acontece tão rápido que você mal tem tempo de absorver a informação que lhe foi dada, seu coração dispara, você se revolta com os personagens, quer parar de ler o livro de tanta raiva, mas a história é tão bem-escrita que é como se o livro colasse na sua mão, você sempre vai querer saber o que acontece a cada capítulo.  

Em Chamas mostra realmente o poder da Capital e faz um paralelo com o nosso mundo, a repressão do governo, que apesar de não ter mandado ninguém para uma arena, pode ter feito coisas piores, ter condenado réus inocentes, roubado altas quantidades de dinheiro do povo, enfim... 

Os dois últimos capítulos são bastante confusos, eu mesmo só entendi o que aconteceu depois que eu assisti o filme, mas eu só coloco este defeito no livro, quanto ao resto, está maravilhoso. Agora eu estou lendo "A Esperança" e logo mais eu volto com uma resenha do livro que conclui a trilogia "Jogos Vorazes". 

Titulo Original: The Hunger Games: Catching Fire 
Idioma: Inglês
Gêneros: Ficção, Romance, Ação
Lançamento: 2009

Segue o trailer do filme, que saiu do cinema há pouquíssimo tempo. Extremamente fiel ao livro.







Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho - Lewis Carroll

Clássico. 

Insano. 

Mais que Perfeito.

"JUNTOS NAQUELA TARDE DOURADA
    Deslizávamos em doce vagar, 
Pois eram braços pequenos, ineptos,    
   Que iam os remos a manobrar, 
Enquanto mãozinhas fingiam apenas    
   O percurso do barco determinar. 

Ah, cruéis Três! Naquele preguiçar,
    Sob um tempo ameno, estival, 
Implorar uma história, e de tão leve alento 
   Que sequer uma pluma pudesse soprar! 
Mas que pode uma pobre voz
    Contra três línguas a trabalhar?[...]"




Uma pessoa nunca estará completamente completa antes de ler essas duas obras de literatura clássica, que mesmo sendo de grande conhecimento pela população, é admirada em sua totalidade por pouquíssimos. 

Exemplo, quase ninguém sabe que a história foi criada durante um passeio de barco que Charles Lutwidge Dodgson - o verdadeiro nome de Carroll - fazia com três garotinhas, uma delas era Alice Liddell - a sua musa inspiradora.


Síntese 

Tudo começa quando a pequena Alice está tomando aulas com sua irmão mais velha. Mas que coisa chata, não? Que graça tem aquele livro? Afinal, não possuí figuras nem diálogos...

Alice então, deixa que toda a sua atenção se perca em pensamentos de como poderia ser um mundo perfeito para ela e chega a se assustar quando é interrompida por um coelho que carrega um relógio! A menina curiosa, não pensa duas vezes antes de começar a seguir o animal e acaba caindo em sua toca, que a leva ao País das Maravilhas!

Quando a queda, que parece não ter mais fim, se acaba, a menina se vê em um lugar completamente esquisito... e isso não é nem o começo! Durante sua viagem de volta para casa, ela passa por situações inesquecíveis: Come um bolo que a faz crescer, toma um líquido que a faze diminuir; se depara com dois gêmeos rechonchudos e engraçados na floresta; conhece a misteriosa lagarta azul, e toma seus conselhos; faz uma dança maluca para se secar com uns animais no mínimo estranhos; é convidada para o chá com a Lebre, o Chapeleiro Maluco e um ratinho que só sabe dormir; se sente mal perto do Gato que sorri... tudo isso, sem tirar os olhos do Coelho - que parece desesperadamente atrasado para alguma coisa.

O pior de tudo é quando conhece a Rainha de Copas, uma mulher gorda malvada que governa aquele lugar e é temida por todos! Nem mesmo seu marido, o Rei, tenta dar alguma opinião em algo que a Rainha fez, senão... CORTEM-LHE A CABEÇA! 

No decorrer da história, vários poemas adaptados podem ser encontrados e é isso que torna a leitura envolvente. Todos os personagens e fatos tem um propósito e foram baseados no cotidiano dos ingleses, portanto se torna uma leitura um tando complexa, já que tem 'dois significados'.

Alice Através do Espelho é uma continuação da obra, aonde a garota está brincando com sua gatinha e acaba atravessando o Espelho, e indo parar novamente em outro mundo. Essa versão ganha personagens novos como é o caso da Rainha Branca e do Jaguadarte - monstro terrível que Alice tem que derrotar. Novamente, o livro tem duplo sentido, sendo que além de ser uma literatura infantil, é uma crítica a era da Inglaterra vitoriana.

Não tem como não ler, faz você refletir sobre todas as coisas e associa-las com a vida real.

 No final, não foi só um sonho...

Não tem nem como contar o número de vezes que o País das Maravilhas serviu de inspiração para o cinema, teatro e televisão. Os filmes mais conhecidos são a animação da Disney de 1951 que é bastante fiel ao livro, e a versão mais recente, também da Disney, dirigida por Tim Burton, de 2010.

Título Original: Alice In Wonderland / Alice Throught the Looking Glass
Idioma: Inglês
Gênero: Literatura, Fantasia.
Lançamento: 1865 /  1871






Jogos Vorazes - Suzanne Collins

Um livro realmente muito bom, que superou minhas expectativas *-*


SINOPSE

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

RESENHA

Antes de dizer o que eu achei do livro, eu gostaria de contar como eu ganhei esse livro. Eu me lembro que era dia das crianças e mesmo com quinze anos de idade nas costas, eu ainda peço presentes no dia 12, além do mais, no dia 24 de outubro eu faço aniversário, então o décimo mês do ano é perfeito pra eu ganhar um monte de livros e encher minha estante.

Eu tinha uma lista de livros para pedir, mas estava em dúvida entre alguns. Minha tia mandou uma mensagem perguntando qual livro eu queria e eu meio que não pensei antes de responder "Jogos Vorazes - Suzanne Collins". Depois eu me arrependi de ter pedido o livro, pois tinha vários outros na lista que eu estava querendo mais do que o que  Jogos Vorazes.

Enfim, o livro ficou na minha prateleira enquanto eu lia alguns livros como o volume único de "As crônicas de Nárnia" , mas este estava ficando tedioso e eu decidi pegar um livro novo. Meio hesitante, eu tirei o livro da prateleira e comecei a ler.

Eu não vou mentir, o fato do livro ser narrado na primeira pessoa do presente não ajuda muito, pois é uma leitura estranha, todos estamos acostumados com a narração no pretérito, então, apesar de eu considerar isto um defeito, podemos dizer que é uma característica única da trilogia. 

O texto é muito bem-escrito, de modo que você consegue se colocar na história, muitos livros são tratados como apenas um texto, pois você não consegue se colocar naquele contexto, não acontece aquela "viagem" que faz com que nos desliguemos do mundo real e com certeza Jogos Vorazes não se encaixa nessa categoria.

O enredo e a essência da história também são muito bons, mas algo que considerei defeituoso foi o livro te proporcionar uma agonia em certas partes. Bate um desespero porque você se sente no lugar de Katniss, morrendo na arena, você não chora, mas também não consegue se sentir bem lendo e imaginando todo aquele sofrimento.

Eu considero isso falho e provavelmente o maior motivo de abandonos do livro, ninguém gosta de sofrer, ainda mais com livros, não? Acredito que foi por isso que no filme, eles tornaram tudo mais ameno, tirando alguns detalhes horríveis que estão presentes no livro. 

Os personagens são marcantes, assim como o universo de Panem, as pessoas da Capital, os distritos, os pacificadores... tudo naquele livro lembra um pouco o nosso mundo - de forma inteligentíssima - como se a autora desse uma ideia futurista da América do Norte. O fato do livro mexer bastante com rebeldia contra a opressão da Capital e revolução é emocionante, lembra os protestos pelo fim da ditadura em diversos países do mundo.

Por fim, eu concluo esta resenha dizendo que Jogos Vorazes é um livro muito forte, mas ao mesmo tempo, é muito bom e todo aquele arrependimento por ter pedido o livro no dia das crianças foi embora quando eu li a última página. Eu recomendo.

Título original: The Hunger Games
Idioma: Inglês
Gêneros: Universo Alternativo, Ficção, Aventura, Romance. 
Lançamento: 2008

Segue o trailer do filme "Jogos Vorazes" de 2012. Por sinal, muito fiel ao livro.