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1984 - George Orwell

Estou de volta, depois de muitos anos, com uma resenha de um livro que me deixou em estado de choque. Sério, galera, se eu continuar nessa vida de leitor, vou ter que fazer acompanhamento psiquiátrico com anti-depressivos. Mas enfim, vamos ao que interessa: a resenha. Eu já queria ler esse livro porque me indicaram em um clube de leitura e uma semana depois, meu professor de sociologia passou a obra como leitura obrigatória para prova. Quase caí da cadeira de tanta felicidade haha


SINOPSE

Mil novecentos e oitenta e quatro oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A eletrônica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo converteu-se numa vulgaridade cotidiana.

RESENHA 

Enredo

O enredo de 1984 é uma mistura incrível de ficção e crítica social escancarada. O livro se tem cenário futurista, apesar de se passar em 1984. Isso porque o livro foi escrito em 1949, então na época, o livro narrava o que aconteceria dali a 35 anos. Alguns leitores afirmam que George Orwell só errou o ano, pois estamos chegando perto da realidade do livro.

Basicamente, o livro nos conta que o mundo foi dividido em três grandes continentes: Eurásia, Lestásia e Oceania. O protagonista é um cidadão da Oceania. Em todo o continente, as pessoas eram vigiadas por uma tela fina, fixa à parede, chamada "teletela". A sociedade estava dividida entre membros do Partido Interno (classe alta), membros do Partido Externo (classe média) e os proles (classe baixa e maioria da população). Winston Smith é um membro do Partido Externo, que reside na Pista Nº 1, que um dia fora chamada de Londres. 

Os membros do Partido eram sempre os mais vigiados pelas teletelas e pelo Grande Irmão - em inglês "Big Brother" - e não podiam fazer praticamente nada. As teletelas nunca desligavam e os cidadãos tinham que fazer tudo o que era ordenado por elas. 

1984 narra uma distopia, onde a manipulação midiática é a principal arma de controle do governo sobre a população. Por todos os lados, há cartazes com a foto do Grande Irmão dizendo "O Grande Irmão zela por ti." e há departamentos governamentais especializados em alterar fatos do passado, dando a impressão de que Big Brother nunca erra. A todo momento, o Partido descobre um traidor e este simplesmente desaparece e qualquer documento escrito que provasse que este traidor havia existido é alterado ou destruído, para que a pessoa seja esquecida, como se nunca tivesse nascido. 

Há a figura inventada de Goldstein e a Fraternidade, um grupo de pessoas que eram contra o poder do Grande Irmão. Na Semana do Ódio, as pessoas paravam em frente às teletelas que transmitiam uma imagem deste revolucionário e gritavam com repúdio, como em um transe. A história do protagonista "começa" a partir deste momento.   

De modo geral, o enredo de 1984 pode ser definido como angustiante. Afinal, trata-se de uma distopia. O que torna o enredo ainda mais deprimente é saber que nós corremos o risco de não estarmos longe de uma realidade parecida com aquela. Durante toda a leitura, seus sentimentos variam entre: indignação, alívio, tristeza, nojo, espanto. É um enredo extremamente pesado, carregado de crítica social. Não é pra qualquer um. 

O final do livro foi o que me deixou mais indignado. Foi uma cena engraçada quando eu terminei. Foi agora a pouco, eu estava voltando da escola, sentado em um ônibus lotado. Quando eu li as palavras finais eu olhei para a frente provavelmente muito vermelho, fechei o livro bem lentamente, respirei fundo e guardei ele na mochila. Precisei fechar os olhos, abri-los e olhar pela janela feito um retardado, porque senão eu ia puxar alguém pelos cabelos. 

Do jeito que eu escrevi, parece que o livro é ruim, não é? Pois saiba que de forma nenhuma. Com certeza, entrou para o TOP 5 de melhores livros que eu já li. Mas estou sendo sincero nesta resenha. Eu até diria que é um livro de leitura obrigatória para a vida, mas eu novamente repito: não é pra qualquer um. 

Personagens 

Winston Smith - Protagonista da história. Trabalha com a alteração de documentos históricos, no Departamento de Registro. Ele se encontra no dilema de não concordar com o poder do Grande Irmão, mas jamais poder demonstrar isso em frente às teletelas, que estão em todos os lugares. A vida dele é bem sem-graça e monótona, como a de quase todos os cidadãos da Oceania. Pelo menos até ele encontrar Júlia.

Júlia - A mulher - de caráter duvidoso - diz ser uma inimiga do Partido, assim como Winston. Porém, uma pequena passagem no fim do livro, acabou me deixando com uma pulga atrás da orelha a respeito desta personagem. Eles mal se conhecem, mas ao ajudá-la a se levantar de uma queda, o protagonista recebe um papel com certo recado. A partir daí, os dois passam a conviver, escondidos na casa de Mr. Charrington.

Mr. Charrington - É um homem que faz parte dos proles, dono de um antiquário, onde Winston comprara um diário há sete anos. Isto era altamente proibido, já que diários são um meio de se guardar informações e provar que o Partido alterava o passado. Winston nunca foi denunciado à Polícia do Pensamento pelo dono do antiquário, portanto, ele acreditou que podia confiar no homem. Alugou um quarto pertencente a Mr. Charrington, sem teletela, onde ele podia se sentir livre e podia esconder-se com Júlia. Apesar de previsível, eu fiquei muito impressionado com o que este homem faz no final da história. 

Parsons - Vizinho de Winston. Um rapaz repugnante, gorducho e fedorento à suor o tempo inteiro. Criou duas crianças que são verdadeiras pestes. Fazem parte do grupo de Espiões, que são crianças que denunciam qualquer ideia criminosa ou pessoa suspeita à Polícia do Pensamento. Não tem papel importante na história. 

O'Brien - É um membro do Partido Interno. Durante a semana do ódio, os olhares dos dois se encontraram, fora do transe que fazia com que todos esbravejassem contra Goldstein e sua imagem na teletela. Winston acredita que aquilo poderia ser um sinal de que, assim como Júlia, O'Brien também era um inimigo do Partido, infiltrado no meio de todos os alienados. Um pouco depois do meio da história, ele decide confiar em O'Brien, que confessa ser um membro da Fraternidade, o grupo que ia contra o Grande Irmão. Este foi outro personagem que me deixou impressionado. 

Grande Irmão - Não se sabe se esse homem realmente existe ou é apenas uma grande invenção do Partido, para fazer com que o povo aceitasse todas as decisões. Eu, particularmente, creio que o Grande Irmão não exista. Você deverá tirar suas próprias conclusões ao ler. De qualquer forma, ele só aparece simbolicamente no livro. 

Escrita

Se você lê livros de literatura clássica, você consegue ler 1984 tranquilamente. É muito bem escrito, com vocabulário rico. Há ainda, a adição de novas palavras como "teletela", "crimidéia", "falascreve" e outras que fazem parte do cotidiano em 1984 e da Novilíngua, que era um idioma inventado pelo partido a fim de reduzir cada vez mais o vocabulário das pessoas, evitando o pensamento elaborado de rebelião. Não espere uma leitura simples como se vê em sagas do tipo "Harry Potter", "Percy Jackson" e "Jogos Vorazes". Esse é um daqueles livros que se lê com um dicionário ao lado, se você não for acostumado com obras de vocabulário rico. 

Recomendado para...

-Pessoas que gostam de política. É um crime você querer aprender sobre política sem ler 1984. 
-Pessoas que gostam da sociologia e qualquer estudo ligado ao homem na sociedade atual. 
-Pessoas com visão crítica. A respeito da mídia, principalmente.
-Pessoas que gostam de livros com cenário angustiante e/ou final triste/chocante. 
-Pessoas que gostam de livros inteligentes.
-Pessoas que gostam de enredos pesados. 

Nota do tio Biel 
(de 1 a 100)

É importante ressaltar que as opiniões sobre qualquer livro variam muito e minha nota não deve ser considerada na hora de você escolher se vai ou não ler o livro :D  

Nota 97


Título original: 1984
Gênero: Distopia, Ficção
Idioma original: Inglês 
Publicado em: 1949

O livro tem duas adaptações para o cinema. Uma é de 1956 e a outra de 1984. Só encontrei a de 1956 na internet, mas a de 1984 foi bem mais fiel. 




A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo

E depois do que se pareceu uma eternidade, sento-me diante dessa máquina de escrever moderna e encaro as teclas, sem nenhuma inspiração que me possa ser útil. Quem sabe, se esses aparelhos fossem menos sofisticados, eu me desse melhor com os dito cujos. E como diria aquela velha frase que todos conhecem: um dia frio, um bom lugar para ler um livro e - acrescento minhas próprias palavras aqui - uma xícara de café (que no meu caso, torne-se chocolate quente). 

Sem mais delongas, venho apresentar alguns resultados de minhas leituras mais recentes, e me resolvo por começar com um clássico literário de nossa pátria que - um dia - foi amada.

***

O livro me olhou com suas páginas amareladas. Eu o encarei e o segurei entre meus - nada - delicados dedos: nos apaixonamos.


SÍNTESE

"Um moço e uma moça, porém, andavam como se costuma dizer, solteiros; cem vezes dela se aproximava o sujeito, mas a bela, quando mais perto o via, saltava, corria, voava como um beija flor, como uma abelha ou, melhor, como uma doidinha. Eram eles D. Carolina e Augusto."



O centro deste universo de poucas páginas é a pequena Carolina, cujo temperamento forte não permite que ela se assemelhe a qualquer outra citada no romance. Tudo começa quando Filipe - irmão da nossa garota - faz um convite a seus inseparáveis companheiros do curso de Medicina, convidando-os a passar o feriado de Sant'Ana um uma belíssima ilha, na qual sua avó tem propriedades. Como não recusam meios de se divertir, aceitam de imediato, com exceção de um: Augusto. Mesmo depois de todas as promessas de que haverão muitas moças bonitas a sua espera, este diz não ser um romântico e é neste ponto que surge o que será a alavancada para o resto da trama: a aposta.

Eis que depois de se entenderem, todos partem para um fim de semana cheio de traquinagens e corações acelerados e então Augusto encontra os três principais objetos de derrota de sua aposta: D. Joana, de dezessete anos, madeixas escuras, olhos negros e pele pálida; D. Joaquinha - a que chamam Quinquina -, uma loura bem aperfeiçoada de olhos azuis e pele rosada, um ano mais nova que a primeira; e D. Carolina, de apenas 14 anos, uma graciosa moreninha. 

Cada vez mais imerso em seus pensamentos, Augusto se vê prestes a quebrar uma promessa muito importante de seu passado, tal promessa que foi feita para uma vida inteira; todos o julgam tratar o amor por uma coisa sem mais importância, porém nenhum presente sabe o motivo de seu comportamento.

Ao longo da história, descobrimos que o rapaz tem bons argumentos a seu favor, mas também que seu coração amolece diante da encrenqueira Moreninha - que, por sua vez, nutre sentimentos semelhantes para com o moço. 

Em meio a todas as aventuras, fofocas, segredos não tão secretos, águas mágicas e uma bondosa senhora capaz de ouvir suas lamurias do passado, nos comprometemos com o livro de uma maneira séria, sem podermos renunciar esse matrimônio até que a última página nos separe. Repleto de personagens magníficos e de personalidade própria - um bom exemplo é D. Joaninha - com um cenário estupendo e com referências a lendas e culturas locais, A Moreninha me vez ver com outros olhos o significado de um breve...

A indicação fica para os amantes de nossa literatura e para aqueles que gostam de um romance à moda antiga, sem tantos frufrus. A escrita da obra original é um tanto complicada devido a época, todavia nada que algumas consultas ao dicionário não possam resolver. Não me atrevo - não mais - a dizer que qualquer livro seja mais perfeito que o outro, entretanto de uma coisa tenho certeza: este é simplesmente único. 

"Lá, bem às escondidas, ela derramou uma lágrima. Doce lágrima... era de prazer."


Título original: A Moreninha
Gênero: Romance; literatura brasileira.
Idioma: Português
Ano de lançamento: 1844



Abaixo o filme, que é uma das muitas adaptações da obra:



Dom Casmurro - Machado de Assis

Cá está o cara mais legal daqui com uma nova resenha.
É o seguinte, eu sou um cara que defende com unhas e dentes qualquer livro da literatura brasileira, então vai ser difícil ver resenhas de livros internacionais. Não vou ler muitos internacionais porque eu estou ampliando meu "repertório" de livros nacionais e porque vou prestar ENEM, por isso serei obrigado a ler alguns.
Bom, vamos lá ♥


SINOPSE

Machado de Assis (1839-1908), escrevendo Dom Casmurro, produziu um dos maiores livros da literatura universal. Mas criando Capitu, a espantosa menina de "olhos oblíquos e dissimulados", de "olhos de ressaca", Machado nos legou um incrível mistério, um mistério até hoje indecifrado. Há quase cem anos os estudiosos e especialistas o esmiuçam, o analisam sob todos os aspectos. Em vão. Embora o autor se tenha dado ao trabalho de distribuir pelo caminho todas as pistas para quem quisesse decifrar o enigma, ninguém ainda o desvendou. A alma de Capitu é, na verdade, um labirinto sem saída, um labirinto que Machado também já explorara em personagens como Virgília (Memórias Póstumas de Brás Cubas) e Sofia (Quincas Borba), personagens construídas a partir da ambiguidade psicológica, como Jorge Luis Borges gostaria de ter inventado.

RESENHA

Enredo

Este foi um dos poucos livros que eu não dei uma pausa enorme no meio da leitura, pois o enredo de "Dom Casmurro" é muito interessante. Basicamente, é sobre Bentinho, um garoto apaixonado por sua vizinha  - Capitu. A mãe de Bentinho havia feito uma promessa à Deus dizendo que se seu filho nascesse com saúde, ela o colocaria no seminário quando chegasse a hora. Esta hora chega e Bentinho está determinado a não se tornar padre, para que possa se casar com Capitu. No seminário, ele conhece um rapaz chamado Escobar, que também não quer virar padre para que possa trabalhar com o que gosta. Os dois garotos saem do seminário e seguem suas vidas sendo sempre muito amigos. 

ATENÇÃO - ALERTA DE SPOILER QUE PODE FAZER A HISTÓRIA PERDER A GRAÇA!

Na segunda parte, Escobar está casado com Sancha e Bentinho está casado com Capitu. A mulher de Bento engravida, supostamente de seu marido, mas quando a criança cresce, ela tem os mesmos traços e o mesmo jeito de Escobar. Bento vê que o filho não era dele e expulsa Capitu de sua casa, mandando ela e o filho para a Europa. Isto cria o grande mistério do livro, talvez você já tenha ouvido a frase: Capitu traiu ou não traiu Bentinho? 
Nota: Eu acho que o filho era mesmo do Escobar, mas Capitu não traiu por maldade. 

FIM DO SPOILER

Claro que este resumo é extremamente raso, apenas para vocês terem uma noção de como é a história. Enfim, ela é completamente narrada do ponto de vista de Dom Casmurro, ele conversa com o leitor, contando a sua vida (que é o enredo do livro) e ocasionalmente, ele volta ao "presente", fazendo pequenas observações. Encantador!

Personagens

Quase toda a história do livro gira em torno de Capitu, a paixão de Bentinho. Capitu é considerada uma das personagens mais indecifráveis da literatura nacional. Alguns a veem como mocinha, outros a veem como vilã. É uma mulher muito bonita, misteriosa e graciosa. Descrita celebremente como "moça de olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Olha, é bem difícil pra mim tentar descrevê-la pra vocês, pois não dá pra definir uma personalidade exata para Capitu. Eu, particularmente, a considero como mocinha. Mas quando você ler o livro, você terá uma definição diferente para ela. Assim, o mestre Machado de Assis criou uma das mais famosas personagens da literatura. 

Bentinho é o protagonista. Um rapaz extremamente ciumento e desconfiado em todos os sentidos. É muito pensativo e age de modo rápido. Muito apaixonado por Capitu, sempre pedia conselhos a ela para poder se livrar do seminário. No início de sua paixão ele teme mais que tudo perder o amor da garota, por isso acaba tendo algumas brigas por conta do ciúmes. Quando cresce ele se torna simplesmente... casmurro. Eu, particularmente, o achei até mesmo um tanto psicótico. Não gostei do personagem, pra mim ele era o vilão de toda a história.

Escobar é o antagonista. Conheceu Bentinho no seminário e tornou-se um grande amigo dele e seu confidente. Sua paixão era o comércio, por isso ele não queria se tornar padre. Ao saírem do seminário, Escobar casa-se com uma amiga de Capitu, chamada Sancha. Os dois casais costumavam encontrar-se para comerem e se divertirem. Eles tinham uma filha cujo nome eu não lembro. Escobar morreu afogado, após bater numa pedra no mar em um dia tempestuoso. Escobar é um rapaz inteligente e simpático, mas tinha um ar um tanto maligno.

Esses são os três personagens mais importantes do livro. Há também Sancha, Ezequiel (este tem importância, mas não vou contar sobre ele para não tirar a graça da leitura), José Dias, Tio Cosme, Dona Glória e vários outros. Todos eles são encantadores. Dom Casmurro não teve nenhum problema em relação ao desenvolvimento dos personagens. 

Escrita

Eu amo o modo como Machado de Assis escreveu o livro. Todos os personagens são descritos do ponto de vista de Bentinho, por isso geram-se dúvidas a respeito do caráter de todos eles. As palavras são aquela coisa bem "Século XIX", mas não é difícil de entender. É um pouco mais difícil do que ler Clarice Lispector. É um livro muito bom para quem quer aumentar o vocabulário.

Recomendado para

Toda e qualquer pessoa neste universo. Quem gosta de romance e mistério não pode deixar de ler este livro. Quem quer se iniciar no mundo da leitura dos clássicos brasileiros, deve começar por Dom Casmurro, sem dúvidas. Porém, acredito que este livro vá agradar a todos os gostos, até mesmo quem não gosta de histórias de amor.

Nota do tio Biel

É importante ressaltar que as opiniões sobre qualquer livro variam muito e minha nota não deve ser considerada na hora de você escolher se vai ou não ler o livro :D  


Nota 94



Título original: Dom Casmurro
Gênero: Romance de amor
Idioma: Português
Ano de lançamento: 1899

A Globo fez uma série chamada "Capitu", baseada no livro. 



A paixão segundo G.H. - Clarice Lispector

Olá, leitores õ/
Cá estou eu, com mais uma resenha. Mais um livro nacional porque livros brasileiros são vida ♥
Eu vou mudar um pouco o jeito de resenhar a história, porque as anteriores estavam confusas e muito fraquinhas. A partir de hoje, eu irei dividir o texto classificando em categorias. Vocês vão entender melhor depois que lerem e em breve eu editarei as resenhas antigas :)


SINOPSE

A escultora G.H. nos conta sua experiência vivenciada a partir do instante em que entra no quarto da ex-empregada, vê o surgimento de uma barata no guarda-roupa e a esmaga na porta. Daí em diante, tomada por uma mistura de medo e repulsa, G.H. vive com a barata durante horas e horas a sensação de ter perdido a sua "montagem humana". A incapacidade de dar forma ao que lhe aconteceu, a aceitar este estado de perda, a leva a imaginar que alguém está segurando a sua mão. Desta maneira, o leitor passa a viver junto com a personagem esta experiência singular. Romance original, desprovido das características próprias do gênero, A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora.

RESENHA

Enredo
O livro de Clarice Lispector é considerado um romance, mas como foi dito na sinopse, é desprovido das características do gênero. Ou seja, é romance, mas não parece um romance. Isto se dá justamente por conta da falta de um enredo ou uma história específica. "A paixão segundo G.H" é um texto feito puramente de filosofia existencial. Basicamente, o livro inteiro se passa dentro do quarto da ex-empregada de G. H, uma mulher que vive num apartamento de classe alta no Rio de Janeiro e que acabou de perder o seu grande amor, desolada, ela encontra no quarto, um mural com um desenho feito pela empregada e depois abre o guarda-roupa, onde ela encontra uma barata. Com medo, ela fecha a porta em cima da barata e acaba cortando-a ao meio e olhando para o inseto que acabara de matar, ela viaja por toda sua vida, fazendo reflexões deprimentes sobre o mundo, seu próprio modo de viver, o amor e a religião. Tudo isto girando em volta da barata esmagada. Não vou contar o que acontece no final, mas recomendo que você tenha estômago forte porque ela descreve muito bem o inseto morto e o ato final. 

Enfim, é um livro sem enredo, pura filosofia. Enquanto romance, ele não é muito bom, já que ela praticamente não conta uma história, mas é um bom livro.  

Personagens

Não há personagens no livro além de G.H e a barata. Eu posso descrever ambas com uma palavra: mortas. A barata está literalmente morta, já que foi esmagada. G.H estava morta no início do livro, mas morta espiritualmente, sem seu amor, ela se encontra perdida no mundo. Eu não gostei nem um pouco desta personagem, já que odeio gente deprimida em livros, pois me deprime junto. Considero-a dramática e até mesmo louca, devido à perda de seu amor. Mas... isto é apenas para as pessoas mais insensíveis em relação ao amor, como eu. Se você gosta desse tipo de personagem que passa 80% do livro sofrendo por um amor, recomendo a obra de Clarice Lispector. Ao final, depois de filosofar o livro inteiro, G.H ressuscita, depois de passar horas espiritualmente morta encarando a barata e para mostrar que agora ela havia tomado um novo rumo, ela faz uma coisa no mínimo nojenta que eu não vou falar, você vai ter que descobrir.

Escrita

Este livro dispensaria esta categoria, afinal, estamos falando de Clarice Lispector. Mas pra não desmerecer uma autora tão deusa, eu devo dizer que este foi o livro com a escrita mais perfeita que eu já vi ♥ 
Realmente, Lispector é uma gênia na arte de escrever, é aquele tipo de livro que tem palavras formais, mas está numa linguagem atual e tem poucas palavras que ninguém sabe o significado e se tivesse uma história, tenho certeza que seria muito bem colocada. Muitas pessoas se recusam a ler os clássicos porque acham que é muito difícil, mas agora que eu apresento Clarice Lispector (mesmo que não sejam livros clássicos), não tem mais desculpa em relação à isto!

Recomendado para: 

A própria Clarice Lispector diz no início do livro que ele foi feito para pessoas que já tem a alma formada. Bem, eu não gostei muito de "A paixão segundo G.H", então eu acho que não tenho minha alma formada. Mas enfim, o livro é recomendado para pessoas românticas, pessoas que gostam de filosofia existencial (basicamente "quem eu sou? de onde eu vim? pra onde vou?") voltada para o amor e creio que quem gosta de poesia também vá gostar deste livro. Eu não me encaixo nestas características, mas recomendo o livro mesmo assim.

Nota do tio Biel

Ao fim das resenhas, eu colocarei uma nota de 0 a 100 e uma faixa de cores pra representar o nível do livro para mim. É importante ressaltar que as opiniões sobre qualquer livro variam muito e minha nota não deve ser considerada na hora de você escolher se vai ou não ler o livro :D  

Nota 56

PS: G.H. são as iniciais da personagem, não se sabe o nome dela. 

Título original: A paixão segundo G.H
Gênero: Romance (?), Ficção.
Idioma: Português
Lançamento: 1964


O fabuloso destino de Amélie Poulain - Jean-Pierre Jeunet

Hey, hey leitores õ/
Bom, como eu não consigo falar com a Lilah e eu acho que ela esqueceu do blog, eu vou postar isso sem autorização '-'
Hoje não vou fazer a resenha de um livro, mas sim de um filme incrível chamado O fabuloso destino de Amélie Poulain. Afinal, cinema também é arte como a literatura \õ/


SINOPSE

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

RESENHA



Original, simples, diferente, inteligente, confuso, estranho, incrível, maravilhoso, mórbido, medonho... todos estes adjetivos podem servir para descrever o filme "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Eu, particularmente, sou um mega-fã da arte francesa, assim como sou do país, da cultura e tudo o mais. Logo na introdução do filme, você repara que não é como qualquer merda americana que nós somos obrigados a engolir e dizermos que é bom.  

O narrador predomina nas falas durante uma boa parte do filme, descrevendo detalhes que você considera desnecessários, mas não critica isto, pelo contrário, se sente encantado. Foi um dos primeiros filmes que eu assisti que não perdem a magia quando são dublados, mas sim acabam ganhando uma magia a mais (inclusive, recomendo que assistam dublado em vez de legendado). 

A protagonista Amélie é uma personagem muito marcante para mim, com uma mentalidade e beleza completamente diferente da de qualquer pessoa normal. A expressão quase imutável dela, o sorriso malicioso, as suas atitudes em relação ao mundo ao seu redor. Os outros personagens também são diferentes dos que estamos acostumados a ver no cinema americano/brasileiro. 

Para assistir este filme, você tem que ter muita atenção, bons olhos e uma mente disposta a trabalhar, não esperar nada água-com-açúcar e nada que você esteja acostumado a ver. Poderá achar que os atores são muito parados, e realmente são, mas isto torna a história do filme ainda melhor. 

Frequentemente, você vai ver algumas cenas e vai pensar que pulou alguma parte do filme, pois não se lembra do que ela fez para estar em alguns lugares, mas calma... no final ela mostrará o que estava acontecendo e você entenderá. Confesso que algumas cenas, eu até hoje não consegui decifrar, mas isto não atrapalhou no meu entendimento e na evolução da história.

E eu jamais poderia deixar de falar do que mais me chama a atenção neste filme: a trilha sonora. Feita por Yann Tiersen, ela é extremamente bonita e cativante. Adequa-se às cenas do filme e algumas como Comptine D'un Autre Éte são dignas de uma cerimônia de casamento. Simplesmente perfeita!

É isto aí, meus leitores, se buscam um filme diferente e inteligente, assistam O fabuloso destino de Amélie Poulain. 

Bom filme e até a próxima! õ/

Nome original:  Le fabuleux destin d'Amélie Poulain
Idioma:  Francês
Gênero: Comédia romântica
Lançamento: 2001

Segue o trailer. Não achei dublado :c








O Coruja - Aluísio Azevedo

Hey, leitores õ/
Cá estou eu com uma nova resenha de um livro que eu demorei um pouquinho pra ler :D


SINOPSE

Publicado em 1887, a obra retrata a classe média oitocentista, e seus problemas como: o casamento, as finanças, a juventude, heranças, intrigas, etc. Ainda que relevante, o personagem que dá título ao romance, é figura secundária dentro do enredo. O protagonista é Teobaldo, André, O Coruja, conheceu no internato e do qual se fizera protetor até a sua morte. Segundo o professor Massaud Moisés, a obra flutua entre o esteticismo com vistas ao entretenimento e o flagrante verídico da conjuntura do final do século XIX.

RESENHA

Antes de mais nada, já deixo a todos avisados. Este livro se trata de um clássico da literatura brasileira, o que significa que você que lê por obrigação ou por modinha irá detestar automaticamente, pois isto sim é um livro "de verdade". 

Bom, este foi o primeiro livro que eu li deste autor, apesar de já ter visto algumas matérias sobre sua obra. Se você reside em São Paulo, com certeza tem ou conhece alguém que tem porque foi um dos livros distribuídos nas escolas públicas. Enfim, como a maioria dos alunos não lê estes livros e eu tenho uma amiga que se encaixa neste grupo, ela me doou o livro quando descobriu que eu me interessava. 

Como quase todo clássico, a história começa interessante e vai se tornando difícil quando está para chegar na metade do livro. Trata-se de um romance extremamente bem-escrito, se você pegar o livro que não é do governo '-' Porque este tinha alguns erros bem bizarros, mas nada que atrapalhasse muito a minha leitura.

Não vou dar muitos detalhes da história, pois creio que a Lila fará a síntese em breve, mas eu direi que é uma história cheia de amor, portanto, se você não gosta deste tipo de história, nem tente ler. O livro me trouxe uma visão interessante sobre como eu deveria viver a minha vida e sobre como a mulher deve ser tratada, além de me trazer uma personagem que ficará pra sempre na minha lista de mulheres dos livros que eu mais gosto, que é a Leonília. 

Este livro te faz pensar em suas ambições, no seu futuro... pense em tudo o que você quer (seja um sonho realizável ou não) antes de ler o livro e quando acabá-lo, reflita se você ainda quer tudo o que desejou. Pense também em como você trata as pessoas ao seu redor e como elas lhe retribuem isto. A leitura do livro de Aluísio Azevedo lhe trará estes pensamentos a tona.

Enfim, coleguinhas... eu não sei muito o que falar, mas digo que é muito bom. 

Se você gosta dos clássicos da literatura ou deseja ler o seu primeiro, eu recomendo muito O Coruja. Realmente um livro maravilhoso...

Título original: O Coruja
Gênero: Romance de amor
Lançamento: 1887
Idioma: Português


A história do mundo em 50 frases - Helge Hesse

Quem disse que as máquinas do tempo não foram inventadas?


SINOPSE

Há algumas frases conhecidíssimas que dizemos e mal podemos imaginar a origem e a importância delas na história do mundo. "Só sei que nada sei", "Carpe diem", "Os fins justificam os meios", "Penso, logo existo", "Tempo é dinheiro", "Tenho um sonho" e muitas outras foram ditas em momentos muito importantes por pessoas que mudaram a história de seus países.
Todos nós ouvimos, usamos e lemos algumas destas frases mas não sabemos o seu contexto histórico. De forma bem humorada e sucinta este livro nos leva para um passeio na história: desde a Antiguidade, passando pelo Império Romano e pelo Renascimento até a Guerra Fria, a partir de cinqüenta frases célebres distribuídas ao longo de dois mil e seiscentos anos.
Assim, o escritor Helge Hesse ilumina o Império Romano com os dados que César lançou ou a Guerra Fria com o discurso berlinense de Kennedy, por exemplo. Cada um destes aforismos representa uma época da história universal que o leitor pode visitar em cinqüenta instrutivos capítulos.


RESENHA

Olha, eu não via a a hora de poder resenhar este livro aqui porque ele é simplesmente incrível! Assim como o livro da minha resenha anterior, este não é um romance - apenas ressaltando o significado, não possui uma história com começo, meio e fim - mas vale a pena ler.

Eu não acreditava que era possível nós viajarmos no tempo até eu estar lendo um gibi e me lembrar de uma frase famosa, dita por Maria Antonieta: "Se o povo não tem pão, que comam brioches". A frase ingênua da rainha francesa que culminou no início da maior revolução da história mundial. Fui pesquisar sobre ela e sem querer, acabei caindo no site da Folha de São Paulo, onde eles faziam propaganda deste livro. Era páscoa, o mesmo dia em que ganhei o meu livro "A captura", quando eu pedi para que uma de minhas tias me presenteasse com o livro, pois fiquei interessado.

Depois de várias semanas, finalmente o livro estava em minhas mãos e eu comecei a ler. O design dele não é muito diferente de um livro comum, mas o conteúdo valeu a pena. A primeira coisa que acontece é que o autor irá te transportar para os tempos antes de Cristo, quando os grandes filósofos causavam polêmica no mundo antigo. 

Logo na primeira página, ele contará sobre a frase "Conhece-te a ti mesmo" de Tales de Mileto. Helge Hesse nos falará o que estava acontecendo no tempo desta frase, onde ela foi dita, quem disse e o porquê do autor ter dito. De um modo impressionante, você se sente como um cidadão daquele tempo e pode refletir sobre a frase de acordo com o contexto histórico, tudo isso em apenas três páginas (em média). Logo ele passa para a frase "Tudo flui" e assim vai, avançando no tempo e levando o leitor consigo.

Claro que não dá pra fazer uma mega-explicação sobre tudo, como na Segunda Guerra Mundial e o conceito de Laissez faire ... acaba ficando um pouco vago, mas o suficiente para que o leitor entenda e absorva muito conhecimento sobre o assunto. O livro te prende na leitura e todas as vezes que você o fecha, a sensação é de ter voltado de uma longa viagem. Ao chegar na última frase, você finalmente volta para o tempo presente e fica encantado com a jornada que acabou de fazer sem sair do lugar.

Se eu pudesse, eu daria um abraço em Helge Hesse, para parabenizá-lo por uma das obras mais incríveis que eu já li. Se você gosta de história, filosofia ou sociologia, é quase um crime você deixar de ter este livro na sua estante ♥ Se você não gosta, é uma oportunidade para tentar se dar bem com essas disciplinas, vale a pena tentar :)

Recomendo muitíssimo para qualquer pessoa, de qualquer idade, de qualquer país.

Título original: Hier Stehe Ich, Ich Kann Anders
Lançamento: 2006
Gênero: Documentário
Idioma: Alemão

Cartas Para Julieta - Lise e Ceil Friedman

Olá, leitores lindos do meu Alt + 3 ♥
Estou de volta õ/
Eu passei numa ETEC pertencente à Unicamp e entrei numa escola nova aqui da minha cidade, então eu estava muito ocupado gerenciando o tempo que eu teria pra me dedicar a tudo e agora eu já terminei esta tarefa. Acredito que tanto eu quanto a Lilah voltaremos a postar normalmente.

Pra marcar minha presença neste blog de novo aí vai a resenha de um livro bem legal e diferente do que eu esperava!



SINOPSE

A lenda do casal apaixonado de Shakespeare atrai visitantes a Verona, na Itália, todos os anos. Todos os dias, cartas, que costumam ter como endereço simplesmente 'Julieta, Verona', chegam à cidade. Chegam aos montes, em quase todas as línguas possíveis e imagináveis, escritas por românticos que buscam os conselhos de Julieta. E, surpreendentemente, nenhuma fica sem resposta. 'Cartas para Julieta' conta a história dessas cartas e dos voluntários que vêm escrevendo respostas para elas durante mais de sete décadas. O livro reconstitui a história por trás da peça de Shakespeare e leva o leitor até os monumentos que alimentaram a lenda de Julieta e seu Romeu.

RESENHA

Você - provavelmente - ao ver que o título do livro era "Cartas para Julieta" , pensou "Nossa eu já vi/ouvi falar do filme! Não sabia que era um livro." E você está certo, não é um livro. A história do filme foi criada pela pessoa que escreveu o enredo e o livro foi lançado só depois do filme. 

Acho que todos aqui concordam que "Cartas para Julieta" é um filme muito lindo, mesmo para aqueles que não gostam muito de romance água-com-açúcar. Tem até uma piadinha na minha família porque meu pai que sempre gostou de filmes de ação e luta, assistiu o filme do começo ao fim. Porém realmente é muito bom e eu recomendo, mas... a resenha é sobre o livro.

Você deve estar se perguntando: Se a história do livro não é a mesma do filme, do que se trata o livro?
Eu explico. É um documentário falando, obviamente; sobre as cartas enviadas para Julieta e como tudo isso começou. Mas também nos conta sobre a maravilhosa história escrita por Shakespeare, como ela repercutiu pela cidade de Verona, sobre como as pessoas de lá acreditavam nesta lenda como algo verídico e sobre personalidades e locais da cidade dedicados ao casal mais famoso da literatura e do teatro.

Parece chato, mas não é. O livro é curto, você consegue ler ele inteiro em duas ou três horas, mas vale a pena comprar ou emprestar de alguém. O design dele é o mais bonito que eu já vi, logo ao abrir o livro, você dá de cara com uma linda imagem, além de um texto escrito com uma fonte muito chamativa e bonita.


Até os travessões e hífens do livros são originais, de um modo que eu demorei um bom tempo para perceber o que eram aqueles sinais. Não é um romance, ou seja, não conta uma história, é apenas um documentário escrito. As palavras do livro não são difíceis, de modo que você pode viajar no espaço e no tempo junto com o narrador do livro para a maravilhosa cidade de Verona e conhecer as maravilhas de lá sem precisar sair de casa. 

Eu jamais me arrependeria de comprar este livro. Confesso que fiquei decepcionado, pois esperava um livro que contasse uma história parecida com a do filme, mas agora que eu terminei a leitura, acho que valeu mais a pena do que se fosse um romance. A única coisa que eu peço para o leitor antes de pegar "Cartas para Julieta", é ler a história escrita por Shakespeare, pois assim o livro se tornará mais interessante.

Ao fim de cada capítulo, as autoras do livro colocam alguns trechos ou cartas inteiras que foram enviadas para Julieta, contando histórias de amor e problemas pessoais. Algumas são meio "toscas", já outras são bem fortes ou parecidas com a história de Romeu e Julieta. 

Enfim, eu recomendo a leitura. É um livro que despertará sua curiosidade para visitar a cidade algum dia, para saber mais sobre Shakespeare e acreditar no poder do amor verdadeiro. ♥

Título original: Letters to Juliet
Lançamento: 2010
Idioma: Inglês
Gênero: Documentário

Pra quem nunca viu o filme inspirado nas cartas enviadas para a protagonista de Shakespeare, aqui vai o trailer:

  






A lenda dos guardiões (Série) - Kathryn Lasky

Uma série no mínimo interessante.


SINOPSE (Livro 1)

(...) Soren tentou desesperadamente bater as pequenas asas curtas. Inútil! "Estou morto. Uma corujinha morta. Três semanas fora da casca e a minha vida termina!", ele pensou. Soren, uma coruja jovem e inteligente, vive na pacífica Floresta de Tyto. Ele nem desconfia que uma grande e inimaginável ameaça vai transformar sua vida para sempre. Depois de cair do ninho onde mora, Soren é sequestrado e levado à sinistra Academia S. Aegolius para Corujas Órfãs. Lá, ele e outros filhotes são forçados a trabalhar e ficam expostos à Lua cheia, que os hipnotiza e transforma em seres vazios, sem lembranças de quem eram. Qualquer reação ou pergunta pode resultar em terríveis castigos ou até ser fatal! Enquanto luta para não perder a identidade, Soren faz uma amiga, Gylfie. Os dois logo descobrem que a única maneira de fugir dali é aprender a voar - voar até Ga Hoole, um reino de bravos guerreiros, os únicos que podem proteger as corujas de tamanho perigo. Será que eles vão descobrir a razão dos sequestros? Ga Hoole existe ou é só uma lenda? Junte-se a Soren e Gylfie e conheça um universo repleto de fantasia, surpresas e ação. A série A Lenda dos Guardiões ficou por diversas semanas na lista dos livros mais vendidos do New York Times e deu origem a um filme. A Captura é o início de uma história envolvente, diferente de tudo o que você já viu.

RESENHA

Bom, antes de resenhar, eu gostaria de contar como o primeiro livro da série veio parar nas minhas mãos. Na Páscoa do ano passado, eu ia para a casa da minha avó, para fazermos as comemorações e minha tia veio buscar minha família pra irmos até lá. Eu não estava esperando nada além do ovo de chocolate costumeiro, mas além do ovo, ela também me deu um livro. 

Eu me lembrei do filme "A lenda dos guardiões", que eu não assisti até hoje, mas já tinha ouvido falar. E uma história sobre corujas falantes não me interessou muito de início, além do mais, eu imaginava que era um livro para criancinhas, já que o filme era uma animação em 3D. Mas mesmo assim, eu comecei a ler e a história era bem diferente do que eu imaginava.

Para quem gosta de corujas (é a maior modinha nas redes sociais), os livros são maravilhosos. Se passa numa espécie de universo paralelo onde só existem corujas e alguns outros animais. A história não é pesada, é muito fácil de ler. A leitura é bastante envolvente e você ganha algum conhecimento inútil sobre como é a vida de uma coruja de verdade. Eu confesso que tenho medo de corujas, então esta série não foi uma coisa tão maravilhosa assim, mas...

Enfim, eu não saberia indicar uma faixa etária adequada para os livros. Parece muito forte para crianças de até 11 anos, mas muito bobo para pessoas acima de 12, mas eu indicaria para crianças entre 11 e 13 anos. A série é enorme (15 livros), mas eles são pequenos, então não é muito difícil de acabar, até porque você fica na curiosidade para saber o fim. 

Se você não entendeu o que eu quis dizer com o negócio da faixa etária, observe estes trechos:

"Mas a sra. P guardou o pior insulto para o final:

-Fazedores de cocô molhado!" 

Idiota, não?

"Soren mirou os olhos, mas um deles já estava inutilizado, pois a brasa o tinha atingido e a órbita ainda quente, soltava pequenas centelhas. Digger enterrou as garras nas costas do lince, que se retorcia no chão, Gylfie prendeu uma das garras na maior narina que Soren já tinha visto. Crepúsculo deu um corte rápido na garganta do animal e o sangue espirrou. O felino não estava mais uivando."

Agressivo, não? E as duas partes são do mesmo livro. Foram transcritas do livro 2 (A Jornada), mas é este o mesmo padrão do livro A captura, algumas cenas são bem mais fortes do que esta. Cenas de morte e crueldade, mesmo sendo sobre corujas, ainda são pesadas.

O "design" das páginas e dos capítulos também é bem legal, foi o único livro que eu achei até as páginas lindas. Foi muito bem-feito. E eu recomendo o livro, principalmente se você for do tipo de leitor que ainda está começando a entrar no maravilhoso mundo da literatura, pois é uma leitura que não cansa e te envolve. 

Bom, esta resenha não ficou muito boa, porque eu não sei bem o que falar desta série, mas resumindo: eu gostei. Se você por ventura encontrar em uma livraria e comprar, não terá jogado seu dinheiro fora. 

Titulo original: Guardians of Ga'Hoole
Lançamento: 2010
Idioma: Inglês
Gênero: Fantasia

Eis o trailer da animação feita, eu só assisti uma parte e eu sei que eles cortaram as cenas mais fortes. Mas não posso dizer se foi fiel ao livro. 


A Esperança - Suzanne Collins

Bom, pessoal. Eu não sei o que está acontecendo com a Lilah. Não consigo falar com ela de jeito nenhum e essa vaca só visualiza e não responde minhas mensagens. Mas devem ser ainda problemas na internet e tenho certeza que logo ela voltará com mais uma síntese pra vocês e nosso blog voltará a postar normalmente ♥

Enquanto esperamos que ela saia das profundezas do Tártaro, fiquem com a resenha que conclui a trilogia "Jogos Vorazes" e no fim, uma breve recomendação da saga.

Espero que gostem, leiam, curtam, compartilhem, tweetem, comentem, façam camisetas, tatoo no corpo, etc õ/ -q


SINOPSE

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

RESENHA

Posso dizer que Jogos Vorazes superou minha expectativas, Em Chamas foi melhor ainda, mas quando chega em "A Esperança", a ordem não foi seguida. Todos os livros são divididos em três partes, neste, as duas primeiras partes são muito chatas, só fica interessante quando chega a última parte, em que a guerra terá fim.

A todo momento, a história é interrompida com questões pessoais de Katniss e o romance sem sal dela com Peeta e Gale. Dando um exemplo:

"Eu estava com dor.
Mas será realmente dor física? Será que eu não estou aumentando as coisas? Será que eu já não sofri o suficiente? Será que o estado de Peeta estava me afetando a ponto de eu imaginar coisas?
Segui caminho e respirei fundo
Mas será que foi realmente apenas um suspiro? Será que não foi a decepção por conta de Gale? Será que eu poderia estar ficando doente? Eu acho que eu estou louca."

Eu confesso que eu pulei todos os parágrafos em que a Katniss fica se remoendo por causa dos dois. Era esse o meu problema que me fez não conseguir resenhar o livro a tempo de conseguir concluir a trilogia aqui. Eu não estava conseguindo colocar a leitura em dia porque o livro era chato demais e só ontem eu consegui acabar.

Mas enfim, eu acredito que o final do livro compensa todas estas falhas, apesar de ser desinteressante, o fim é simplesmente impressionante. Algumas coisas são como você espera, outras te pegam de surpresa. O livro é lotado de mortes, como numa verdadeira guerra. Mas eu acredito que posso dizer que o final é feliz. 

Agora falando dos três livros juntos, eu recomendo a leitura. Jogos Vorazes é impressionante, a história é muito inteligente, Suzzanne Collins me inspira. Talvez a ideia dela fosse criar uma ideia de revolução nos jovens, mas infelizmente, alguns não sabem ler as coisas direito e preferem brigar por "Team Gale" e "Team Peeta" do que parar pra pensar no que acabou de ler. 

A trilogia foi algo que realmente mais do que superou minhas expectativas, eu não gostei logo de cara, mas acabei me apaixonando logo no primeiro livro. Eu recomendo muito que todos aqui leiam, sejam adultos ou adolescentes. E leiam de forma inteligente, não de forma a ver qual casal é melhor e ficar fazendo shipps porque a história não é feita pra isso, se querem um romance água-com-açúcar, existem sei lá quantos livros do Nicholas Sparks pra isso. 

Bem, é isso... acabou "Jogos Vorazes". 
Até a próxima resenha \õ/ 

Título original: Mockingjay
Idioma: Inglês
Gêneros: Ficção, Suspense
Lançamento: 2010

Duas adaptações serão feitas para o cinema, dividindo o livro em duas partes. A primeira está prevista para esse ano. Não há spots, pôsteres, trailer ou nada oficial. 


A Menina que roubava livros - Markus Zusak - Resenha

Olá, leitores do blog!
Eu pretendia resenhar os três livros de Jogos Vorazes seguidos, mas estou com uns problemas na leitura de "A Esperança" e a Lilah está com problemas na internet, então para não deixar vocês sem nenhum post no blog, aqui vai uma resenha nova.
Espero que gostem ♥



Não vou colocar sinopse, pois a Lilah já fez a síntese ;)


RESENHA

Eu devo começar esta resenha dizendo que este não é um livro pra qualquer um ler. É um dos campeões de abandono. Eu posso dizer que faço parte das pessoas que conseguiram ler inteiro, mas também sou parte do time dos que abandonaram.

Sempre ouvi as pessoas falarem desse livro, principalmente em postagens na internet, além de me indicarem várias vezes... então eu decidi pegá-lo na biblioteca da minha cidade. Comecei a lê-lo e posso dizer que a primeira sensação que você sente é um choque, ao ver a narradora. Você espera que seja a protagonista ou algum narrador-observador, mas não é ninguém menos do que a própria morte.

Não posso deixar de mencionar a estrutura deste livro, ele é escrito com parágrafos pequenos e diretos e cheio de pequenas notas da narradora no livro, fazendo observações, traduções ou apenas explicando algo que você acabou de ler. Definindo em uma palavra: original ou diferente.

Confesso que fiquei com um pouco de medo, pois pensava que poderia ser algo de terror e se eu ler coisas desse gênero, eu não consigo dormir à noite, mas prossegui na leitura. O livro já começa no meio da tragédia, quando o irmão da protagonista tem um acesso de tosse e morre logo no primeiro capítulo. Conforme a leitura vai avançando, ela não se torna envolvente e nem te prende, pelo contrário, ela espanta você do livro, mas você se mantêm forte para continuar. A sensação é inexplicável, mas não é ruim.

Aconteceu que o prazo para entrega expirou e eu acabei devolvendo o livro antes de ter chegado na metade e cinco meses depois, eu comprei o livro na internet para prosseguir a leitura.

É o tipo de livro que você larga e depois volta a ler, porque não quer desistir da leitura. Não diria que é cansativa, eu diria que ela apenas não é envolvente, ela não te convida a passar várias horas lendo. O leitor lê por cerca de cinco minutos e depois de um tempo, por mais cinco minutos e assim vai. Esta situação muda quando a história chega na antepenúltima parte, ou seja, se fosse uma novela, seria naquela parte em que o locutor diz "Não perca os últimos capítulos" no comercial. 

A partir daí, você não consegue mais parar de ler, você se empolga. Eu fiquei das duas da tarde até seis horas sem parar, depois eu estava tonto e mal conseguia levantar da cama, por conta de ter chorado muito e por causa do choque que o livro traz. E eu vou dizer uma coisa... eu nunca chorei com filmes e nem livros, mas "A menina que roubava livros" dá um nó na garganta impossível de controlar. Até o cara mais durão é capaz de pedir colo pra própria mãe depois de ler. 

Falando desse jeito, parece que eu odiei o livro, mas não é bem assim. Ao contrário do que se pensa, eu amei este livro e posso listá-lo entre os melhores que já li, se não for o melhor. É um livro que mostra como era a Alemanha nazista (um assunto interessante) com um final simplesmente surpreendente; você não pode imaginar o que vai acontecer. A história é maravilhosa, apesar de muito triste. A todo momento, o autor faz você parar para pensar e refletir e a leitura mostra a morte de um jeito que você nunca viu. 

Lembre-se que quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.
Mas só se tiver peito o suficiente para isso.
Seja forte.

Ficha do livro e trailer do filme na síntese feita pela Lilah.





Em chamas - Suzanne Collins

Fui realmente surpreendido por esse livro.


SINOPSE

Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

RESENHA

Devo dizer que este livro é bem melhor do que Jogos Vorazes. Ele me prendeu de tal forma que eu passei sete horas seguidas o lendo em um dia e mais seis horas no outro. Cada capítulo traz uma emoção diferente, algo que mexe dentro do seu peito, algo que te faz pensar em revolução. 

Eu não posso falar muito do modo que o livro foi escrito, pois eu fiz uma leitura em PDF, então como a maioria dos grupos que traduzem livros não sabem escrever, havia alguns erros bem bizarros como "cançasso", "concerteza" , etc. 

Mas quanto ao enredo, você provavelmente já ouviu falar que a primeira parte do livro é chata e a segunda parte é muito melhor. Eu discordo desta afirmação, pois a primeira parte realmente é mais parada, porém, é essencial ao livro e mostra como Katniss se sentia com toda aquela opressão da Capital. Ela também mostra o Presidente Snow e como ele fará de tudo para que Katniss esteja morta. Então, não digo que é chata, mas sim, no mínimo interessante.

Já na segunda parte, a emoção começa, tudo acontece tão rápido que você mal tem tempo de absorver a informação que lhe foi dada, seu coração dispara, você se revolta com os personagens, quer parar de ler o livro de tanta raiva, mas a história é tão bem-escrita que é como se o livro colasse na sua mão, você sempre vai querer saber o que acontece a cada capítulo.  

Em Chamas mostra realmente o poder da Capital e faz um paralelo com o nosso mundo, a repressão do governo, que apesar de não ter mandado ninguém para uma arena, pode ter feito coisas piores, ter condenado réus inocentes, roubado altas quantidades de dinheiro do povo, enfim... 

Os dois últimos capítulos são bastante confusos, eu mesmo só entendi o que aconteceu depois que eu assisti o filme, mas eu só coloco este defeito no livro, quanto ao resto, está maravilhoso. Agora eu estou lendo "A Esperança" e logo mais eu volto com uma resenha do livro que conclui a trilogia "Jogos Vorazes". 

Titulo Original: The Hunger Games: Catching Fire 
Idioma: Inglês
Gêneros: Ficção, Romance, Ação
Lançamento: 2009

Segue o trailer do filme, que saiu do cinema há pouquíssimo tempo. Extremamente fiel ao livro.