O fabuloso destino de Amélie Poulain - Jean-Pierre Jeunet

Hey, hey leitores õ/
Bom, como eu não consigo falar com a Lilah e eu acho que ela esqueceu do blog, eu vou postar isso sem autorização '-'
Hoje não vou fazer a resenha de um livro, mas sim de um filme incrível chamado O fabuloso destino de Amélie Poulain. Afinal, cinema também é arte como a literatura \õ/


SINOPSE

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

RESENHA



Original, simples, diferente, inteligente, confuso, estranho, incrível, maravilhoso, mórbido, medonho... todos estes adjetivos podem servir para descrever o filme "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Eu, particularmente, sou um mega-fã da arte francesa, assim como sou do país, da cultura e tudo o mais. Logo na introdução do filme, você repara que não é como qualquer merda americana que nós somos obrigados a engolir e dizermos que é bom.  

O narrador predomina nas falas durante uma boa parte do filme, descrevendo detalhes que você considera desnecessários, mas não critica isto, pelo contrário, se sente encantado. Foi um dos primeiros filmes que eu assisti que não perdem a magia quando são dublados, mas sim acabam ganhando uma magia a mais (inclusive, recomendo que assistam dublado em vez de legendado). 

A protagonista Amélie é uma personagem muito marcante para mim, com uma mentalidade e beleza completamente diferente da de qualquer pessoa normal. A expressão quase imutável dela, o sorriso malicioso, as suas atitudes em relação ao mundo ao seu redor. Os outros personagens também são diferentes dos que estamos acostumados a ver no cinema americano/brasileiro. 

Para assistir este filme, você tem que ter muita atenção, bons olhos e uma mente disposta a trabalhar, não esperar nada água-com-açúcar e nada que você esteja acostumado a ver. Poderá achar que os atores são muito parados, e realmente são, mas isto torna a história do filme ainda melhor. 

Frequentemente, você vai ver algumas cenas e vai pensar que pulou alguma parte do filme, pois não se lembra do que ela fez para estar em alguns lugares, mas calma... no final ela mostrará o que estava acontecendo e você entenderá. Confesso que algumas cenas, eu até hoje não consegui decifrar, mas isto não atrapalhou no meu entendimento e na evolução da história.

E eu jamais poderia deixar de falar do que mais me chama a atenção neste filme: a trilha sonora. Feita por Yann Tiersen, ela é extremamente bonita e cativante. Adequa-se às cenas do filme e algumas como Comptine D'un Autre Éte são dignas de uma cerimônia de casamento. Simplesmente perfeita!

É isto aí, meus leitores, se buscam um filme diferente e inteligente, assistam O fabuloso destino de Amélie Poulain. 

Bom filme e até a próxima! õ/

Nome original:  Le fabuleux destin d'Amélie Poulain
Idioma:  Francês
Gênero: Comédia romântica
Lançamento: 2001

Segue o trailer. Não achei dublado :c








O Coruja - Aluísio Azevedo

Hey, leitores õ/
Cá estou eu com uma nova resenha de um livro que eu demorei um pouquinho pra ler :D


SINOPSE

Publicado em 1887, a obra retrata a classe média oitocentista, e seus problemas como: o casamento, as finanças, a juventude, heranças, intrigas, etc. Ainda que relevante, o personagem que dá título ao romance, é figura secundária dentro do enredo. O protagonista é Teobaldo, André, O Coruja, conheceu no internato e do qual se fizera protetor até a sua morte. Segundo o professor Massaud Moisés, a obra flutua entre o esteticismo com vistas ao entretenimento e o flagrante verídico da conjuntura do final do século XIX.

RESENHA

Antes de mais nada, já deixo a todos avisados. Este livro se trata de um clássico da literatura brasileira, o que significa que você que lê por obrigação ou por modinha irá detestar automaticamente, pois isto sim é um livro "de verdade". 

Bom, este foi o primeiro livro que eu li deste autor, apesar de já ter visto algumas matérias sobre sua obra. Se você reside em São Paulo, com certeza tem ou conhece alguém que tem porque foi um dos livros distribuídos nas escolas públicas. Enfim, como a maioria dos alunos não lê estes livros e eu tenho uma amiga que se encaixa neste grupo, ela me doou o livro quando descobriu que eu me interessava. 

Como quase todo clássico, a história começa interessante e vai se tornando difícil quando está para chegar na metade do livro. Trata-se de um romance extremamente bem-escrito, se você pegar o livro que não é do governo '-' Porque este tinha alguns erros bem bizarros, mas nada que atrapalhasse muito a minha leitura.

Não vou dar muitos detalhes da história, pois creio que a Lila fará a síntese em breve, mas eu direi que é uma história cheia de amor, portanto, se você não gosta deste tipo de história, nem tente ler. O livro me trouxe uma visão interessante sobre como eu deveria viver a minha vida e sobre como a mulher deve ser tratada, além de me trazer uma personagem que ficará pra sempre na minha lista de mulheres dos livros que eu mais gosto, que é a Leonília. 

Este livro te faz pensar em suas ambições, no seu futuro... pense em tudo o que você quer (seja um sonho realizável ou não) antes de ler o livro e quando acabá-lo, reflita se você ainda quer tudo o que desejou. Pense também em como você trata as pessoas ao seu redor e como elas lhe retribuem isto. A leitura do livro de Aluísio Azevedo lhe trará estes pensamentos a tona.

Enfim, coleguinhas... eu não sei muito o que falar, mas digo que é muito bom. 

Se você gosta dos clássicos da literatura ou deseja ler o seu primeiro, eu recomendo muito O Coruja. Realmente um livro maravilhoso...

Título original: O Coruja
Gênero: Romance de amor
Lançamento: 1887
Idioma: Português


O Assassinato de Roger Ackroyd - Agatha Christie

Hey, meus marshmallows lindos!

Fiquei ausente por esses tempos devido a motivos pessoais, mas aqui estou de volta com mais uma síntese de minha autora favorita, Agatha Christie. Desta vez, é sobre um dos livros mais famosos dela, O Assassinato de Roger Ackroyd e, não posso dizer que é o meu preferido (porque não existe preferido quando se trata da Agatha <3) mas é incrivelmente perfeito.



Síntese

A história se passa em uma cidadezinha tranquila, aonde o melhor meio de comunicação são as más línguas, trabalho na qual Caroline é profissional. Seu irmão, o Dr. Sheepard, apesar de nunca admitir isso, sabe que a irmão tem um certo faro para descobrir coisas. Tudo na vida deles muda quando ganham um novo vizinho, o Sr. Poirrot - que na verdade é Poirot, mas um mal-entendido faz com que pronunciem o seu nome de forma errada - um cultivador de abóboras. 
As coisas ficam ainda mais estranhas quando um amigo de Sheepard, o Sr. Ackroyd, começa a passar por mal bocados após a morte da viúva Mrs. Ferrars, que mantinha um estranho relacionamento com Roger. Sheepard acha estranho quando é chamado para uma conversa em particular pelo grande amigo que enfim lhe revela o que aconteceu. 

Sheepard volta para casa, procurando uma forma de ajudar Roger, mas assim que chega em seu lar, recebe um telefonema com uma triste notícia: Roger Ackroyd foi assassinato.

É então que Poirot entra em ação, investigando todas as pessoas que moravam na mesma casa que a vítima e muitas outras também, para no fim nos dar uma esplêndida solução para o crime. 

Ninguém conseguirá pensar da mesma maneira que nosso querido Hercule!.

Título Original: The Murder Of Roger Ackroyd
Lançamento: 1926
Gênero: Romace Policial
Idioma: Inglês.

Provavelmente houveram algumas adaptações para o livro, já que é de tão passada data. Mas não consegui achar nenhum link para vocês.

A história do mundo em 50 frases - Helge Hesse

Quem disse que as máquinas do tempo não foram inventadas?


SINOPSE

Há algumas frases conhecidíssimas que dizemos e mal podemos imaginar a origem e a importância delas na história do mundo. "Só sei que nada sei", "Carpe diem", "Os fins justificam os meios", "Penso, logo existo", "Tempo é dinheiro", "Tenho um sonho" e muitas outras foram ditas em momentos muito importantes por pessoas que mudaram a história de seus países.
Todos nós ouvimos, usamos e lemos algumas destas frases mas não sabemos o seu contexto histórico. De forma bem humorada e sucinta este livro nos leva para um passeio na história: desde a Antiguidade, passando pelo Império Romano e pelo Renascimento até a Guerra Fria, a partir de cinqüenta frases célebres distribuídas ao longo de dois mil e seiscentos anos.
Assim, o escritor Helge Hesse ilumina o Império Romano com os dados que César lançou ou a Guerra Fria com o discurso berlinense de Kennedy, por exemplo. Cada um destes aforismos representa uma época da história universal que o leitor pode visitar em cinqüenta instrutivos capítulos.


RESENHA

Olha, eu não via a a hora de poder resenhar este livro aqui porque ele é simplesmente incrível! Assim como o livro da minha resenha anterior, este não é um romance - apenas ressaltando o significado, não possui uma história com começo, meio e fim - mas vale a pena ler.

Eu não acreditava que era possível nós viajarmos no tempo até eu estar lendo um gibi e me lembrar de uma frase famosa, dita por Maria Antonieta: "Se o povo não tem pão, que comam brioches". A frase ingênua da rainha francesa que culminou no início da maior revolução da história mundial. Fui pesquisar sobre ela e sem querer, acabei caindo no site da Folha de São Paulo, onde eles faziam propaganda deste livro. Era páscoa, o mesmo dia em que ganhei o meu livro "A captura", quando eu pedi para que uma de minhas tias me presenteasse com o livro, pois fiquei interessado.

Depois de várias semanas, finalmente o livro estava em minhas mãos e eu comecei a ler. O design dele não é muito diferente de um livro comum, mas o conteúdo valeu a pena. A primeira coisa que acontece é que o autor irá te transportar para os tempos antes de Cristo, quando os grandes filósofos causavam polêmica no mundo antigo. 

Logo na primeira página, ele contará sobre a frase "Conhece-te a ti mesmo" de Tales de Mileto. Helge Hesse nos falará o que estava acontecendo no tempo desta frase, onde ela foi dita, quem disse e o porquê do autor ter dito. De um modo impressionante, você se sente como um cidadão daquele tempo e pode refletir sobre a frase de acordo com o contexto histórico, tudo isso em apenas três páginas (em média). Logo ele passa para a frase "Tudo flui" e assim vai, avançando no tempo e levando o leitor consigo.

Claro que não dá pra fazer uma mega-explicação sobre tudo, como na Segunda Guerra Mundial e o conceito de Laissez faire ... acaba ficando um pouco vago, mas o suficiente para que o leitor entenda e absorva muito conhecimento sobre o assunto. O livro te prende na leitura e todas as vezes que você o fecha, a sensação é de ter voltado de uma longa viagem. Ao chegar na última frase, você finalmente volta para o tempo presente e fica encantado com a jornada que acabou de fazer sem sair do lugar.

Se eu pudesse, eu daria um abraço em Helge Hesse, para parabenizá-lo por uma das obras mais incríveis que eu já li. Se você gosta de história, filosofia ou sociologia, é quase um crime você deixar de ter este livro na sua estante ♥ Se você não gosta, é uma oportunidade para tentar se dar bem com essas disciplinas, vale a pena tentar :)

Recomendo muitíssimo para qualquer pessoa, de qualquer idade, de qualquer país.

Título original: Hier Stehe Ich, Ich Kann Anders
Lançamento: 2006
Gênero: Documentário
Idioma: Alemão

Cartas Para Julieta - Lise e Ceil Friedman

Olá, leitores lindos do meu Alt + 3 ♥
Estou de volta õ/
Eu passei numa ETEC pertencente à Unicamp e entrei numa escola nova aqui da minha cidade, então eu estava muito ocupado gerenciando o tempo que eu teria pra me dedicar a tudo e agora eu já terminei esta tarefa. Acredito que tanto eu quanto a Lilah voltaremos a postar normalmente.

Pra marcar minha presença neste blog de novo aí vai a resenha de um livro bem legal e diferente do que eu esperava!



SINOPSE

A lenda do casal apaixonado de Shakespeare atrai visitantes a Verona, na Itália, todos os anos. Todos os dias, cartas, que costumam ter como endereço simplesmente 'Julieta, Verona', chegam à cidade. Chegam aos montes, em quase todas as línguas possíveis e imagináveis, escritas por românticos que buscam os conselhos de Julieta. E, surpreendentemente, nenhuma fica sem resposta. 'Cartas para Julieta' conta a história dessas cartas e dos voluntários que vêm escrevendo respostas para elas durante mais de sete décadas. O livro reconstitui a história por trás da peça de Shakespeare e leva o leitor até os monumentos que alimentaram a lenda de Julieta e seu Romeu.

RESENHA

Você - provavelmente - ao ver que o título do livro era "Cartas para Julieta" , pensou "Nossa eu já vi/ouvi falar do filme! Não sabia que era um livro." E você está certo, não é um livro. A história do filme foi criada pela pessoa que escreveu o enredo e o livro foi lançado só depois do filme. 

Acho que todos aqui concordam que "Cartas para Julieta" é um filme muito lindo, mesmo para aqueles que não gostam muito de romance água-com-açúcar. Tem até uma piadinha na minha família porque meu pai que sempre gostou de filmes de ação e luta, assistiu o filme do começo ao fim. Porém realmente é muito bom e eu recomendo, mas... a resenha é sobre o livro.

Você deve estar se perguntando: Se a história do livro não é a mesma do filme, do que se trata o livro?
Eu explico. É um documentário falando, obviamente; sobre as cartas enviadas para Julieta e como tudo isso começou. Mas também nos conta sobre a maravilhosa história escrita por Shakespeare, como ela repercutiu pela cidade de Verona, sobre como as pessoas de lá acreditavam nesta lenda como algo verídico e sobre personalidades e locais da cidade dedicados ao casal mais famoso da literatura e do teatro.

Parece chato, mas não é. O livro é curto, você consegue ler ele inteiro em duas ou três horas, mas vale a pena comprar ou emprestar de alguém. O design dele é o mais bonito que eu já vi, logo ao abrir o livro, você dá de cara com uma linda imagem, além de um texto escrito com uma fonte muito chamativa e bonita.


Até os travessões e hífens do livros são originais, de um modo que eu demorei um bom tempo para perceber o que eram aqueles sinais. Não é um romance, ou seja, não conta uma história, é apenas um documentário escrito. As palavras do livro não são difíceis, de modo que você pode viajar no espaço e no tempo junto com o narrador do livro para a maravilhosa cidade de Verona e conhecer as maravilhas de lá sem precisar sair de casa. 

Eu jamais me arrependeria de comprar este livro. Confesso que fiquei decepcionado, pois esperava um livro que contasse uma história parecida com a do filme, mas agora que eu terminei a leitura, acho que valeu mais a pena do que se fosse um romance. A única coisa que eu peço para o leitor antes de pegar "Cartas para Julieta", é ler a história escrita por Shakespeare, pois assim o livro se tornará mais interessante.

Ao fim de cada capítulo, as autoras do livro colocam alguns trechos ou cartas inteiras que foram enviadas para Julieta, contando histórias de amor e problemas pessoais. Algumas são meio "toscas", já outras são bem fortes ou parecidas com a história de Romeu e Julieta. 

Enfim, eu recomendo a leitura. É um livro que despertará sua curiosidade para visitar a cidade algum dia, para saber mais sobre Shakespeare e acreditar no poder do amor verdadeiro. ♥

Título original: Letters to Juliet
Lançamento: 2010
Idioma: Inglês
Gênero: Documentário

Pra quem nunca viu o filme inspirado nas cartas enviadas para a protagonista de Shakespeare, aqui vai o trailer:

  






Cidades de Papel - John Green

Hey!

Mais uma síntese para vocês de um dos livros que eu li durante as férias! ;)

Sinceramente, eu dei graças á Deus por ter sido essa a primeira impressão que eu tive do John Green. Cidades de Papel é um livro que minha amiga praticamente me obrigou a ler, mas eu sou grata eternamente por isso. 



SÍNTESE

Q está quase se formando no último ano do ensino médio, e ainda guarda uma paixão de infância - sua vizinha e ex-melhor amiga, Margo Roth Spiegelman. Até que eu uma noite que poderia ser como qualquer outra, Margo aparece na janela do seu quarto com o rosto completamente preto e vestida a lá ninja. Quantin não tem a miníma ideia do que está acontecendo até ela lhe convidar para a primeira das duas maiores aventuras que ele terá em toda a vida. O hilário é que fazia bastante tempo que eles não eram mais amigos, cada um seguir a sua vida. Mas o destino não queria que fosse assim para sempre - talvez.

Não posso contar muitos detalhes para não estragar o livro, mas posso dizer que Margo fez exatamente o que eu faria, e acho que foi isso que me deu ânsia de terminar a leitura rapidamente, já que me identifiquei bastante com a personagem.

Depois de uma noite inteira de vinganças a base de vaselina, peixe, Veet e etc, eles retornam e a única coisa na qual Q conseguia pensar é na sua reação ao ver Margo no dia seguinte. Mas ela não estava lá. E nem no outro dia. Todavia, isso não ter motivo para preocupação já que ela era maior de idade e sempre costumava fugir depois de aprontar. Só que nosso querido Q não está satisfeito com essa explicação, e com a ajuda de seus dois melhores amigos, Radar e Ben, começa a investigar o Caso Margo. Aos poucos, os três descobrem pistas que ela deixo especialmente para Quentin e assim seguem todos os detalhes para poder encontrá-la, e é então que surge a segunda maior aventura do nosso protagonista.

Particularmente, eu leria muitas outras vezes. Além disso, o livro trás trechos nostálgicos que fazem milhares de borboletas se revirarem em nosso estômago. A narrativa é rápida e nada cansativa, até porque foge bastante do estilo romance-meloso ( -qq) que se espera. Eu indico para todo mundo que conheço, e por isso decidi postar aqui! <3

O final é surpreendente, por isso não aconselho você a pesquisar se quiser realmente ler, vai perder a graça e - pode ter certeza - você vai se martirizar por muito tempo se fizer isso.

Não tenho certeza quanto a adaptações, mas espero que não demore a sair.

Título Original: Paper Towns
Lançamento: 2008
Idioma: Inglês
Gênero: Literatura 

Meninos Sem Pátria - Luiz Puntel

Heeey, marshmallows lindos que eu estava morrendo de saudade! <3

Perdão por ficar tanto tempo sem postar aqui no blog, é que estava com sérios problemas pessoais. Mas o que importa é que eu voltei com algumas sínteses para vocês, e a primeira dela é deste livro maravilhoso que eu guardava em um cantinho e só ha poucos dias fui descobrir que era preciso que lê-lo.


Meninos sem Pátria é um livro que trata de um assunto que já foi muito polêmico durante a Ditadura Militar, por volta das décadas de 60/70, aqui no Brasil: o exílio. É uma obra muito bonita de se ler - principalmente para os que, assim como eu, são amantes da história.

Síntese

O narrador personagem é Marcão, um garoto com 10 anos de idade que como a maioria dos brasileiros residentes do Rio de Janeiro amam futebol. Marcão tem um irmão mais novo, o Rico e sua mãe está esperando outro bebê. O seu pai é jornalista de um jornal que tem grande repercussão, o Binóculo. A família parece estar indo muito bem, até que a sede do Binóculo é invadida. Tudo se dá devido a notícia sobre a tortura de um padre pelos militares que Zé Maria - o pai de Marcão - publicou. A partir de então, eles começam a receber estranhas ameaças, telefonemas e são seguidos frequentemente. Não há nenhuma outra saída senão fugir. 

Zé Maria parte para um lugara seguro, sem dar notícias à família, mas logo todos descobrem que ele está bem e partem em uma viagem que é só o início dessa lona jornada que irá durar quase 10 anos. O primeiro destino é o Chile e o último, a França onde passam a maior parte do tempo e para onde vários outros exilados brasileiros fugiram.

O livro conta bastante sobre ambos os países - Brasil e França - de uma forma que dá saudades da nossa Pátria, mesmo estando aqui. A emoção que as personagens sentem ao ouvir o Hino Nacional e a tristeza daqueles que nem sequer chegaram a aprendê-lo, tudo mexe com alguma coisa dentro de nós e revira o estômago, até as lágrimas começarem a rolar pelo rosto. A vontade que eles tem de retornar para Casa e a saudades dos amigos que conquistaram... é perfeito. E me arrependo plenamente de não tem lido antes um livro tão bom quanto este.

O autor se baseou na história de um de seus alunos, que também teve que abandonar sua pátria - a Angola - e deixar para trás todas as tradições, amigos e etc. O livro é curto e vale muito á pena perder alumas horinhas lendo Meninos Sem Pátria.


Não há nenhuma adaptação aparente, embora exitam muitos filmes que tenham esse tema como referência.